sábado, 23 de junho de 2012

Nove Características Determinantes

1. Noção exagerada de importância pessoal não baseada na realidade. Explicação: Uma visão inflada de si mesmo é uma das principais maneiras pelas quais os narcisistas dão permissão a si mesmos para dominar e controlar os outros. O narcisistas acredita que suas prioridades, interesses, opiniões e convicções têm mais valor e são mais importantes do que os de qualquer outra pessoa. Nem todos os narcisistas exibem ao mundo sua grandiosidade; alguns, na verdade, dão a impressão de ser muito humildes ou até mesmo tímidos para o mundo exterior, mas, quando estiverem em casa com a família, tomem cuidado! 2. Preocupação com fantasias de sucesso, riqueza, poder, beleza e amor acima do normal. Explicação: Os narcisistas com frequência têm uma vida repleta de fantasias e quase nunca se satisfazem com o meramente ordinário, por mais satisfatório ou maravilhoso que possa ser. Essa preocupação com a fantasia impede a personalidade narcisística de levar uma vida real e estável. 3. Convicção de que é um indivíduo especial e único, e só pode ser comprometido por pessoas especiais. Explicação: Esta ideia é parte integrante de um mecanismo de sobrevivência que os ajuda a lidar com o mundo. com frequência, eles se definem em função do que consideram suas qualidades especiais e nos informam acerca dessas qualidades tão logo os conhecemos. 4. Intensa necessidade de admiração. Explicação: Ame-me, observa-me, preste atenção em mim. Os narcisistas tendem a se engrandecer e ser sua própria referência. 5. Sentimento de merecimento. Explicação: Regras, regulamento e padrões esperados de comportamento enfurecem os narcisistas, que se julgam tão especiais a ponto de não precisar obedecer às expectativas normais nem respeitar os limites apropriados. Eles podem ficar igualmente atormentados pelo trabalho árduo, por uma doença ou uma lesão. 6. Tendência a explorar os outros se sentir culpa ou remorso. Explicação: Dependendo das outras características de sua personalidade, o narcisista pode nos induzir a fazer todo o trabalho, tirar nosso dinheiro ou deixar-nos esperando durante horas em uma esquina, na chuva, sem perceber que esse comportamento é desrespeitoso. 7. Ausência de empatia significativa. Explicação: O narcisista te muito pouca capacidade de se colocar no lugar de outra pessoa. Sua dor, seus problemas e seu ponto de vista dominam o universo. Talvez nada reflita seu ponto de vista dominam o universo. Talvez nada reflita mais o comportamento do narcisista do que a incapacidade de compreender e identificar-se com a experiência dos outros. Este fato é particularmente verdadeiro quando a pessoa que precisa de compreensão é alguém que o narcisista esteja explorando. 8. Tendência a ser invejoso ou de imaginar alvo da inveja dos outros. Explicação: O narcisista tem dificuldade em se ajustar a um mundo no qual as outras pessoas parecem ter "mais" coisas ou coisas "melhores". Os narcisistas, com frequência, deixam de reconhecer que são invejosos e transformam o sentimento em desprezo. 9. Arrogância. Explicação: Os narcisistas com frequência têm uma atitude esnobe com relação às pessoas que eles julgam não estar à altura de se "elevado" padrão de inteligência, realização, valores ou estilo de vida. Acreditar que "outro cara" é inferior os ajuda a reforçar a inflar a convicção que têm da própria superioridade. Criticar os outros os faz se sentir bem com relação a si mesmos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O retrato do Psicopata

Clínica da perversão: o perverso narcísico o mal da contemporaneidade

Andreia Santos

Você conhece alguém que é a eterna vítima? No entanto, numa análise atenta e inteligente não é tão vítima assim? Está sempre envolvida em situações curiosas e polêmicas, porém parece que está blindada, pois ninguém questiona o seu caráter?! Faz comentários capciosos, que num primeiro momento são despretensiosos, mas que tem no fundo o intuito de denegrir alguém? São comentários sempre endereçados?! Promove a animosidade entre as pessoas e a separação das mesmas e sempre se isenta de tal ato? Ok, é bem possível que você esteja lidando com um perverso moral, o nosso bom e velho Psicopata.
Na clínica da perversão aprendendemos como é difícil desmascarar um psicopata, sedutores, manipuladores e mestres na mentira, consegue mobilizar fãs ardorosos! O que nos resta é sutilmente levar as pessoas a um processo de tomada de consciência, para que aos poucos consigam se libertar do engendramento perverso.
Chamamos o psicopata de perverso moral, porque ele ataca a identidade do outro, é profundamente invejoso, e tenta destruir o outro na relação que estabelece, assediando moralmente o seu objeto de ódio, não sente afeição e encarna o papel da eterna vítima.
Os psicopatas não têm amigos e sim seguidores, que na sua maioria não percebem que estão sendo manipulados, geralmente se aproximam de quem podem lhes dar alguma coisa em troca. Pessoas com posições sociais elevadas são as suas companhias preferidas.
Os psicopatas ou perversos morais, também não escolhem qualquer posição na vida, geralmente são objetos do seu desejo lugares que lhes assegurem credibilidade perante aos demais, meios políticos, religiosos, educacionais, etc; são postos almejados pelos psicopatas, que sempre buscam cargos de liderança.
Cuidado com a manipulação perversa, compramos a briga dos perversos morais e não nos damos conta. A manipulação e a vitimização são as grandes estratégias dos perversos. A dinâmica do psicopata é a de colocar o outro na condição de objeto. E vai assujeitar esse outro até que o descarta quando não mais interessá-lo. A HISTERIA COLETIVA DESPROPOSITAL E AS INFORMAÇÕES FALSAS SÃO SINAIS VISÍVEIS DA ATUAÇÃO DO PERVERSO.
Quem são os seguidores dos perveros morais?
Como ja foi mencionado os psicopatas não conseguem estabelecer relações com o outro, por sua incapacidade empática e dificuldade de enxergar esse outro como um ser inteiro, dessa forma a relação que estabelece é unilateral e de assujeitamento desse outro as suas vontades.
Os seguidores do psicopata demoram a tomar consciência de que estão sendo manipulados e quando se dão conta disso, já funcionaram como objeto nas mãos dos perversos morais. Alguns especialistas traçam perfis dessas vítimas/seguidoras, contudo, percebo que pessoas esclarecidas caem constantemente no jogo de sedução e enredamento perverso.
A linguagem do psicopata é sempre desqualificadora com relação ao outro. Dificilmente fere esse outro, que é seu objeto de ódio, frontalmente.Ele utiliza alusões perversas, promove a ruptura das relações entre as pessoas em dircursos ou falas onde sempre está oculto um ataque à alguém (seu objeto de ódio ou inveja). São profundamente invejosos, se o seu objeto de ódio é uma pessoa respeitável por exemplo, ele tentará atingir a credibilidade do seu objeto de ódio. Dissemiando mentiras que minam a imagem daquele que no fundo o psicopata gostaria de ser
Em algumas raras ocasiões os psicopatas ou perversos morais não levam a melhor, quando os percebemos e entendemos a sua dinâmica eles são previsíveis, e caem nas suas próprias ciladas...falam demais, inventam demais, mentem demais e finalmente desmascarados ficam perdidos em seus próprios delírios megalomaníacos.
É interessante ver a sua queda e a maneira de enfrentamento deles, assim como dos seus soldados perdidos e desolados....
Finalmente é de extrema importância que tomemos cuidado com psicopatas ou perversos morais, pois são inteligentes e ardilosos, por onde passam deixam um rastro de discórdia e destruição. Não há o que consiga parar um psicopata, alguns especialistas acreditam que quando se deparam com o seu vazio isso é possível. Bem... lido com perversos morais não é de hoje e com relação a isso tenho as minhas dúvidas!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Contato Zero - Texto da Maria

A regra do “nenhum contato”

Esta é uma regra fundamental para você se livrar do psicopata. Comecei a aplicá-la após tentar vários outros meios de suportar uma convivência diplomática com Pedro no pós-namoro, porém sem sucesso. Os participantes do fórum de psicopatia de Robert Hare estão sempre lembrando uns aos outros da “no contact rule”. Realmente, só isso funciona.

Tentei perdoá-lo e seguir em frente, sendo receptiva às tentativas de contato dele. Não deu certo. Tentei manter distância física mas responder e-mails e telefonemas. Não deu certo. Tentei pedir que ele se afastasse para eu refazer minha vida. Ele não se afastou. Tentei forçar a barra de uma amizade, e foi impossível. Por que? Porque ele continuava mentindo e tentando me manipular. Depois de algum tempo, você pega várias coisas no ar, você aprende como a pessoa age. Ele falava algo, eu pensava: “mentira”, ele contava uma estória, eu captava: “está bancando a vítima para me manipular”. Enfim.

Tudo foi ficando irritante demais para mim. E o pior: apesar de ter superado o fim, eu continuava caindo nas ciladas que ele armava. Eu ainda sentia dó e culpa em proporções suficientes para ele brincar comigo à vontade, exercendo seus dotes de ator dramático. Depois que o namoro acabou ele tentou de todas as maneiras manter meus sentimentos acesos por ele. Eu percebia claramente que ele não sentia mais nada por mim, todavia não aceitava que eu também não sentisse mais nada por ele. Queria me ter nas mãos. Era fácil perceber isso, pelo olhar frio dele, pela atitude indiferente logo após ter chorado baldes dizendo que eu era a mulher de sua vida. Essas coisas me deixavam estupefata. A gota d´água foi quando eu descobri que enquanto ele fazia tudo isso, estava namorando há meses.

Cansei, não tinha porque aguentar aquilo. Ele não é meu amigo, não é digno de confiança, nem de lealdade. Estava me fazendo mal aquele contato. Coloquei um ponto final definitivo faz poucos meses. O último dia que ele me ligou foi hoje (óbvio que não atendi), mas tenho fé que com o tempo ele vai sumir da minha vida para sempre, porque eu não respondo mais às provocações dele. Mantendo distância, estou a salvo. Qualquer mínimo contato é uma oportunidade que você dá para esse tipo de pessoa tentar te manipular. Não vale a pena.

Texto: Maria

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Simples pensamento.

La Boétie lembra que os mesmos tiranos que destruíram totalmente a liberdade do povo foram homenageados pelas próprias vítimas, muitas vezes vistos como “Pai do Povo”. Que tipo de covardia faz alguém amar o próprio algoz?

Mais exemplos.

O Tribunal do Júri de Brasília condenou a 17 anos de prisão Kleber Ferreira Gusmão Ferraz, acusado de levar a ex-namorada ao suicídio, em março de 2007. Acusado de homicídio duplamente qualificado, ele respondeu ao processo preso e deverá cumprir a pena em regime fechado. Cabe recurso.

Segundo denúncia do Ministério Público, a vítima foi manipulada pelo acusado, já que estava com depressão. Ele teria preparado o local onde ocorreu o suicídio, um hotel, comprado a substância que a matou e a convencido do suicídio.

Os dois tiveram um relacionamento amoroso "conturbado". De acordo com o MP, Kleber tirou proveito da ex a tal ponto que ela se endividou para sustentá-lo. A vítima chegou a fazer um seguro de vida no valor de R$ 210 mil e Kleber era o seu único beneficiário. Depois disso, ele passou a sugerir o suicídio, fazendo a vítima a acreditar que também cometeria suicídio.

Oito testemunhas foram ouvidas. Uma delas, amiga da vítima, contou que após o início do relacionamento do casal, Maria Aparecida se afastou dos amigos, perdeu peso e entrou em situação financeira difícil.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Lembram de Guilherme de Padua? !!

O que diz Ilana Casoy

Ilana Casoy se dedica ao estudo de crimes violentos e assassinatos em série. É membro consultivo da Comissão de Política Criminal e Penitenciária da OAB-SP e de outros estados. Sua atuação consiste em ajudar a elaborar perfis de criminosos. Autora dos livros: “Serial Killer -louco ou cruel?” ” Serial Killer – made em Brasil” e o “Quinto Mandamento”, (sobre o caso Richtofen).

A necessidade de exibicionismo e a vaidade de Guilherme de Pádua são patológicas. É como se ele escrevesse o script de um personagem que atua no papel central do “filme” que criou em sua cabeça. Depois do assassinato de Daniella Perez idealizou para si mesmo a representação do melhor amigo, par perfeito e consolador da família, mas foi desmascarado. Na cadeia “escreveu” para ele mesmo o papel de bom moço injustiçado e resgatado pela religião evangélica.

Agora, nos mostrou seu enorme poder manipulador ao “embrulhar” o jornalista Ratinho para presente, anunciando que falaria o inédito e se utilizando do espaço televisivo para publicidade de sua Igreja. Claramente seu objetivo, para quem sabe ler uma mente assim, é galgar o posto de pastor reconhecido como semi-Deus por seu estranho rebanho.

E como não assume a autoria de nenhum ato que coloca em risco a imagem que quer vender, arma a mão da esposa, desta vez com uma “caneta”, ao lançar livro de autoelogio.A realidade dos fatos não nos deixa esquecer que armar a mão de suas mulheres é sua especialidade: como todo manipulador o sucesso sempre será dele, se houver, mas o fracasso nunca. Já vimos esse filme antes.

É tão pouco criativo que no papel que escreve para ele mesmo, não modifica nem o nome da esposa. Personagem patético, livro patético. Fica apenas a lição: quem brinca com fogo pode sair queimado.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Emoções superficiais e teatralidade

Eles (as) em geral têm emoções rasas, podendo demonstrar amizade e consideração facilmente para conseguirem conquistar determinadas pessoas, contudo, tais emoções são superficiais e breves porque não são verdadeiras.
O psicopata não tem sentimentos para com outras pessoas; entretanto, parece que desde criança - apesar desse vazio sentimental - eles conseguem "imitar" as emoções das outras pessoas (embora não as sinta de verdade) a fim de conseguirem um ideal. Por exemplo, eles podem não sentir altruísmo, entretanto, aprendem a imitar esse altruísmo, usando-o para algum benefício. Por isso, suas emoções podem ser passageiras, porque apenas copiam as emoções, mas não as têm. Por exemplo, um psicopata pode mostrar-se excessivamente triste porque magoou um colega, entretanto, rapidamente tal emoção parece subitamente desaparecer, como se nada tivesse acontecido. Assim são suas emoções, geralmente aparecem e desaparecem de forma súbita.
Sua vida inteira é vivida de forma teatral e dramática, onde o psicopata é sempre a "vítima" ou "coitadinho" e os outros são os vilões maldosos que merecem punição. Eles tentam sempre a convencer suas vítimas de que eles próprios estão tendo algum tipo de sofrimento, assim, acarretam na outra pessoa um sentimento de dó ou pena - uma das princpais armas do psicopata. São também irresponsáveis: tendem a fugir de suas responsabilidades e jogando a culpa para outras pessoas, por isso fazem de tudo para convencer as pessoas acreditarem de que toda a culpa do universo é do outro e não do psicopata. Eles têm imensas habilidades em inverter os papéis das situações, onde a outra pessoa é o vilão e eles as vítimas. Essa irresponsabilidade ainda é notada quando marcam um compromisso e, sem mais nem menos, cancelam em última hora, sem se importar com suas consequências para outras pessoas.
Raramente dizem "eu te amo", ou então, mais frequentemente, quando dizem, demonstram o oposto. Dizem que amam mas suas ações e comportamentos demonstram o contrário. Na realidade, eles frequentemente tratam as pessoas como "coisas" ou "objetos". Exatamente por isso, o psicopata oscila entre períodos em que causa sofrimento às pessoas, e períodos em que demonstra afeto e consideração.

Frieza e ausência de sentimentos

Psicopatas são pessoas insensíveis, frias e com ausência de sentimentos genuínos para com outras pessoas. Eles parecem não sentir emoções calorosas entre os humanos, tais como o amor, compaixão e altruísmo. São vistos como indivíduos frios, que não demonstram amor, carinho e ternura, até mesmo com pessoas próximas, tais como familiares. Por mais que algumas pessoas acreditem inocentemente que um dia o psicopata poderá sentir algum tipo de sentimento altruísta, lamentavelmente ainda não se pode afirmar hipóteses do gênero. São pessoas sem nenhum tipo de sentimento bom para com os outros, apenas para si mesmo. Não amam, não sentem dó, não são humildes, nem generosos, muito menos carinhosos e afáveis. Esses individúos não sentem afeto algum por outros seres humanos; portanto, jamais sentirão do mesmo modo que pessoas "normais" sentem. Talvez nunca tenham sentido, contudo, aprenderam a imitá-las. Aprenderam a imitar a forma como duas pessoas se amam, se compreendem. Aprenderam a imitar o altruísmo, o carinho e a generosidade ao observarem e copiarem tais demonstrações vindas de outras pessoas, mas nunca advindas de si próprio. Por isso, demonstram superficialmente seus sentimentos e emoções, pois na realidade não passam cópias e imitações de sentimentos. Quando demonstram sentimentos bons, mais uma forma de manipular para conseguir algo com isso. Raramente dizem "eu te amo", ou então, mais frequentemente, quando dizem, demonstram o oposto. Dizem que amam mas suas ações e comportamentos demonstram o contrário. Na realidade, eles frequentemente tratam as pessoas como "coisas" ou "objetos". Exatamente por isso, o sociopata oscila entre períodos em que causa sofrimento às pessoas, e períodos em que demonstra afeto e consideração.
Psicopatas são pessoas, acima de tudo, frias e insensíveis. Frias emocionalmente de tal forma que nada as faz se comoverem por algum tipo de dor ou sofrimento alheio. Via de regra, não demonstram qualquer tipo de afeto, amor ou carinho por outra pessoa, inclusive seus próprios familiares. Só o demonstram para conseguir algo. Não vão se importar se feriram ou não alguém, muito menos vão se chocar por algum acontecimento doloroso a outrem. Pelo contrário. Podem ver, ouvir e até mesmo cometer inúmeras crueldades sem ter a capacidade de sentir algum tipo de emoção com isso; qualquer tipo de sofrimento para outra pessoa, para eles, é simplesmente "normal". É exatamente por esta razão que muitos psicopatas assassinos são popularmente descritos como "sangue frio", sem emoção. Compaixão, dó, pena e altruísmo são palavras totalmente ausentes na área emocional do psicopata. Do ponto de vista emocional, nada os choca, nada os faz chorar por dó, tristeza ou compaixão em ver uma outra pessoa sofrer, seja da pior forma possível. É o caso do indivíduo que perde um irmão e apenas diz calmamente "que pena" e, logo em seguida, volta a fazer o que estava a fazer antes. São indivíduos excessivamente insensíveis.
Nota-se nessas pessoas uma falta de sentimentos considerados receosos, tais como o medo, nojo e remorso. Na maioria das pessoas, essas emoções quando são confrontadas têm por definição impedir um aproximamento daquilo que causa o receio, ou se arrepender de alguma ação feita. No caso dos psicopatas, eles parecem sentir muito pouco, ou até mesmo serem ausentes de tais emoções. Consequentemente, o medo, pânico e remorso são muito pouco sentidos, ou inexistentes em psicopatas. Via de regra, o psicopata de grau leve tende a ainda ter indícios de sentir emoções receosas, entretanto, o psicopata considerado grave frequentemente é completamente ausente dessas emoções. O indivíduo antissocial também não teme porque não tem as emoções normais de um ser humano. Diante, por exemplo, questões ilegais em que estão envolvidos, eles assistem tais processos de forma indiferente, como se não estivessem envolvidos. Em geral, a impulsividade em busca de novos estímulos somada à ausência do medo e do remorso, os levam ao exibicionismo e a cometerem atitudes antissociais.
O psicopata é visivelmente um indivíduo com uma grande falta de empatia, por isso apresenta um estilo de interação sadomasoquista. Geralmente ele é o que induz ao sofrimento, e o outro é o que recebe o sofrimento, embora o contrário também pode acontecer, pois o psicopata da mesma forma que não se preocupa com os outros, também não se preocupa muito consigo mesmo. É importante notar que, sendo uma das principais características da psicopatia, apesar disso tudo, o psicopata raramente demonstra sentir remorso ou culpa pelo o que faz. São pessoas que não sentem culpa ou sentem muito pouco, o que não faz com que impeçam-nos a evitar atitudes que causem sofrimento. Após cometer sofrimento a outras pessoas, eles podem se mostrar indiferentes, poucos preocupados com o ocorrido, ou então até rirem ou se orgulharem disto. Em alguns casos, teatralizam o arrependimento e o sentimento de remorso, chorando e alegando culpa, entretanto, isso não passa de mero drama que subitamente desaparece após algum tempo.

Psicopatia Feminina

A maioria das mulheres psicopatas tendem a apresentar um grau leve ou moderado da psicopatia, sendo que mulheres psicopatas com um alto grau da doença são raras. Porém, existem e são as denominadas serial killers, tais como grandes assassinas da história mundial, como Elizabeth Bathory, Aileen Wuornos e Marie Noe.
As psicopatas com um nível moderado a grave de psicopatia podem, no início da adolêscencia, ter um acentuado crescimento dos sintomas do distúrbio nessa fase, além de sintomas como um humor deprimido e irritadiço, abusar do álcool e/ou drogas, obter comportamentos autodestrutivos como auto mutilação, tentativas de suicídio fracassadas, abusos de medicamentos, ambiente familiar conturbado, instabilidade emocional e, não raro, aparecimento de sintomas histéricos (conversivos). Aliás, é muito mais frequente nas mulheres psicopatas ocorrer a psicopatia juntamente com características conversivas, como por exemplo, paralisias, dores de cabeça constantes, náuseas, vômitos, afonia, dores constantes pelo corpo sem motivos plausíveis etc. o que mostra que essas mulheres além da psicopatia, possuem traços histéricos em sua personalidade, o que as faz reprimir seus problemas psicológicos e transformando-os em problema físico.
Na melhor das hipóteses, as mulheres psicopatas geralmente foram crianças introvertidas e tinham um profundo sentimento de isolamento. Embora não seja regra, a maioria das mulheres psicopatas possuem um histórico cuja infância foi permeada por algum tipo de conflito familiar (abusos, negligência, divórcio dos pais, alcoolismo parental, etc.), além de constantes conturbações escolares, tal como deboches por coleguinhas de escola, seja pela timidez ou por apresentarem algum tipo de transtorno de conduta: ao tempo que foram crianças que sofriam deboches, entretanto, também cometiam algum tipo de crueldade - embora nem sempre os adultos conseguissem perceber, pois, via de regra, psicopatas desde tenra idade manipulam todos ao redor de forma que raramente são descobertos. Mulheres psicopatas não gostam de ser contrariadas e, assim como os homens sociopatas, elas podem demonstrar frieza, agressividade ou insensibilidade sem que isso acarrete em culpa, arrependimento ou remorso. Elas têm necessidade em demonstrar grande poder ou controle sob certas pessoas ou situações. São controladoras, persuasivas, influenciadoras e muito sedutoras. Elas podem exibir além de um comportamento sedutor, comportamentos sexuais perversos, tais como sadomasoquismo, e fetiches perversos. Podem ter um histórico de relacionamentos breves, que duram muito pouco, numerosos casos superficiais ou então vários parceiros do outro sexo ou não, ao mesmo tempo. Elas podem ser mulheres infiéis, que facilmente traem o cônjuge, ou então enamorar-se por puro interesse material, tais como homens ricos e poderosos. Para o psicopata, o sexo e a orientação sexual são apenas mais uma forma de manipulação, um de seus utensílios para conseguir seus objetivos.
Nas mulheres com traços psicopáticos, parece haver predominância de sintomas do subtipo de psicopatia denominado "psicopata dissimulado" por Millon. Segundo Millon, tais psicopatas possuem características de falta de confiança nos outros, impulsividade, simpatia superficial e sociabilidade para com os outros mas constante mau humor, agressividade e ressentimento para com a família e pessoas próximas. Esse tipo de psicopatia pode ser relativamente parecido como uma mistura do transtorno de personalidade borderline e o transtorno de personalidade histriônica. São pessoas que aparentam tendências a chamar atenção para si e com um comportamento significantemente sedutor ou sensual. Neste caso, essas psicopatas são socialmente sedutoras mas ocultam por trás da sedução e sociabilidade um péssimo comportamento com pessoas mais próximas. A busca pela excitação, aventura e estímulo é variavelmente alto, com tendências a sentir-se facilmente entediada, com grande intolerância à monotonia, regras e rotina. Exatamente por isso, essas pessoas costumam exibir entusiasmo de curta duração pelas coisas da vida, tais como relacionamentos, empregos, objetivos e gostos. Elas se entediam e enjoam facilmente das coisas, começam um projeto mas nunca terminam. Pessoas assim têm comportamentos imaturos de contínua busca de sensações e perigo, e fazem de tudo o que for necessário nas suas relações para conseguirem o que querem dos outros. São incapazes de demonstrar gratidão. Quando não conseguem o que querem ou são contrariados ou pressionados, podem balancear entre uma explosão agressiva ou uma vingança calculista.
De modo geral, as mulheres psicopatas apresentam praticamente os mesmos sintomas do homem psicopata, entretanto, praticam suas crueldades de forma menos impulsiva que o homem, o que as faz serem pouco descobertas.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Estrutura Psicopatica

Em sua primeira infância, a pessoa com uma estrutura psicopática teve um pai veladamente sedutor do sexo oposto. O pai queria alguma coisa do filho. O psicopata formava um triângulo com os pais e achou difícil obter apoio do pai do mesmo sexo. Colocou-se do lado do pai do sexo oposto, não conseguiu o que queria, sentiu-se traído e depois compensou tudo isso manipulando esse pai.

Sua resposta a essa situação foi tentar controlar os outros do jeito que pudesse. Para fazê-lo, precisa expor-se e até mentir, se for necessário. Exige que o apóiem e estimulem. Na interação com outros, porém, prescreverá a manipulação direta, como: “Você teve de ...” para evocar a submissão. Isso não leva ao apoio.

No aspecto negativo, a pessoa com essa estrutura tem uma tremenda tendência para o poder e a necessidade de dominar os outros. Dispõe de maneiras para obter esse controle: intimidando e dominando ou solapando. Muitas vezes sua sexualidade é hostil e tem muita fantasia. Ela investiu na imagem ideal que faz de si mesma e tem sentimentos fortes de superioridade e desprezo, que encobrem sentimentos profundos de inferioridade.

Quando entra na terapia, queixa-se dos seus sentimentos de derrota. Quer vencer. Mas ser apoiada significa render-se, e isso, no seu entender, quer dizer derrota. “minha vontade será feita .” E surgiu para ela o dilema: “Tenho de estar certa ou morrer.” Para resolver o problema na terapia, precisa aprender a confiar. ( e isso é impossivel)

O indivíduo psicopático não tem medo do fracasso e da derrota, quando se encontra nessa situação que reconhece pelo seu lado racional, simplemente o ignora e passa a outra situação.

Dividido entre sua dependência das pessoas e a necessidade de dominá-las, receia ser dominado e usado por elas, ficando assim na posição de vítima, o que lhe é totalmente humilhante.

Usa a sexualidade no jogo do poder; o prazer é secundário em relação à conquista. Ele tenta não expressar suas necessidades fazendo que os outros precisem dele.


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Menssagem de Leila, ex vitima.

Amar alguém é viver um exercício constante de não querer fazer do outro o que a gente gostaria que ele fosse. A experiência de amar e ser amado é acima de tudo a experiência do respeito.
Só dê ouvidos a quem te ama. Outras opiniões, se não fundamentadas no amor, podem representar perigo. Tem gente que vive dando palpite na vida dos outros. O faz porque não é capaz de viver bem a sua própria vida. É especialista em receitas mágicas de felicidade, de realização, mas quando precisa fazer a receita dar certo na sua própria história, fracassa. Tem gente que gosta de fazer a vida alheia a pauta principal de seus assuntos. Tem solução para todos os problemas da humanidade, menos para os seus. Dá conselhos, propõe soluções, articula, multiplica, subtrai, faz de tudo para que o outro faça o que ele quer. Só dê ouvidos a quem te ama, repito. Cuidado com as acusações de quem não te conhece. Não coloque sua atenção em frases que te acusam injustamente. Há muitos que seguem feridos pela vida porque não souberam esquecer os insultos maldosos. Prenderam a atenção nas palavras agressivas e acreditaram no conteúdo mentiroso delas. Há muitos que carregam o fardo permanente da irrealização porque não se tornaram capazes de esquecer a palavra maldita, o insulto agressor. Por isso repito: só dê ouvidos a quem te ama. Não se ocupe demais com as opiniões de pessoas estranhas. Só a cumplicidade e conhecimento mútuo pode autorizar alguém a dizer alguma coisa a respeito do outro. Ando pensando no poder das palavras. Há palavras que bendizem, outras que maldizem. Há mais beleza em construir que destruir. Repito: só dê ouvidos a quem te ama. Tudo mais é palavra perdida, sem alvo e sem motivo. Mais uma coisa. Não te preocupes tanto com o que acham de ti. Quem geralmente acha não achou nem sabe ver a beleza dos avessos que nem sempre vc revela.A maior prisão que podemos ter na vida é aquela quando a gente descobre que estamos sendo não aquilo que somos, mas o que o outro gostaria que fôssemos. Geralmente quando a gente começa a viver muito em torno do que o outro gostaria que a gente fosse, é que a gente tá muito mais preocupado com o que o outro acha sobre nós, do que necessariamente nós sabemos sobre nós mesmos. Sô dê ouvidos a quem te ama.

Mais Informações sobre essa "maldição"

Os indivíduos com traços psicopáticos são pessoas que agem somente em benefício próprio, não importando os meios utilizados para alcançar seus objetivos. Além disso, são desprovidos do sentimento de culpa e dificilmente estabelecem laços afetivos com alguma pessoa – quando o fazem é por puro interesse..
Usando uma metáfora podem ser chamados de “camaleão”. Pessoa com habilidade de mudar de atitudes, adaptando-se, em cada caso, a mais vantajosa.
Por que o camaleão é uma boa metáfora para o psicopata? Porque o conceito de réptil sáurio nos descreve o mais essencial desse personalidade: sua capacidade de evitar emoções humanas mais genuínas e ergue-se como uma metáfora do mal. Dessa forma a ausência de qualquer preocupação com o bem estar dos outros, a crueldade e a insensibilidade emocional poder ser considerados como próprios de uma “estado reptiliano”. O psicopata, dessa forma, converte-se no mais perfeito predador da própria espécie.
Ora, acima de tudo a psicopatia, é uma condição relacional, cuja ruptura com os códigos morais constitui suas características mais distintivas: na vida cotidiana do psicopata estão ausentes as mínimas habilidades que lhe permitem estabelecer uma relação sincera, previsível e plenamente humana.
A expressão mais violenta da psicopatia é a conduta criminosa: os delitos mais cruéis na maioria das vezes são cometidos por sujeitos psicopatas. No entanto, a maior parte desse grupo não é formada por delinqüentes ou por indivíduos que delinqüem com suficiente intensidade ou freqüência para serem capturados ou processados. Trata-se de pessoas que, graças a seus “encantos pessoais”, enganam, manipulam e arruínam as finanças e as vidas de todos aqueles que têm a má sorte ou a imprudência de se associarem, pessoal ou profissionalmente, a eles.
As pessoas biologicamente predispostas à psicopatia exibem uma conduta extremamente cruel e criminosa em muitos ou na maioria de seus comportamentos.
Dessa forma pode-se afirmar que:

1. Muitos comportamentos que atualmente qualificam-se de “incompreensíveis” são obras de psicopatas. Vou tentar neste texto explicar quem são eles e porque fazem o que fazem.

2. Os psicopatas criminais são muitos perigosos. Constituem os delinqüentes mais violentos e estão presentes em muitos casos de agressões de mulheres e crianças, assassinatos em série, violações sistemáticas e multirreincidentes. É preciso dispor-se a identificá-los e a fazer um esforço para que recebam atenção adequada.

3. Muitas outras pessoas são psicopatas e não se dedicam ao crime. Podem viver em nosso prédio, ser nosso marido, esposa ou amante, nosso filho, nosso colega de trabalho, um político, um pastor, um padre... É vital compreender isso, enxergar a magnitude do problema.

4. Os psicopatas que não são delinqüentes habituais adaptam-se a muitas circunstâncias, se acamuflam, manipulam, depreciam nossas instituições públicas, abalam nossa confiança nas pessoas e são capazes de nos levar ao inferno em vida. Estão especialmente preparados para desprezar as necessidades dos demais e são capazes de machucar e maltratar sem piedade; por isso, constituem um dos maiores desafios à humanidade no século XXI.

5. Esse sujeito nos apresenta uma imagem de pessoa preocupada consigo mesma, cruel e sem remorsos, com uma carência profunda de empatia e incapaz de formar relações cálidas com os demais, uma pessoa que se comporta sem as restrições que impõe a consciência. O que se destaca nesse sujeito é a ausência das qualidades essenciais que permitem aos seres humanos viver em sociedade.

6. Há uma predisposição à psicopatia. Parece difícil contestar essa opinião com dados científicos que temos até agora. Por isso é fundamental lembrar que o meio social que construímos para viver juntamente com os nossos filhos pode ser de vital importância para inibir de forma relevante esse fenômeno, ou para fomentá-lo e gerar o que alguns autores chamam de “uma sociedade psicopática’”.

À luz das definições acima percebemos que há pessoas que sofrem da mesma doença de alguns assassinos em série e também de certos políticos, lideres religiosos e executivos. São “assassinos”, não como o maníaco do parque ou Jack “o estripador”. Mas todos sofrem do mesmo problema: uma total ausência de compaixão, nenhuma culpa pelo que fazem ou medo de serem pegos, além de inteligência acima da média e habilidade para manipular quem está a sua volta. Diria que o psicopata é um predador da própria espécie.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Mais uma vitima.

Já seria triste se não fosse trágico: ouvir por aí ou ler, nos comentários as críticas que vêm sendo feitas a Eliza Samudio. O que ela fez ou deixou de fazer para trabalhar não interessa a ninguém: se foi atriz pornô, se fez sexo por dinheiro... alguém aí tem alguma coisa a ver com isso?

Se é absurdo um homem dizer que Eliza fez por merecer, é tristíssimo ver mulheres que também a apedrejam e chegam a presumir o quanto “aquele rapaz deve ter sido perseguido por ela”, dando a entender que a vilã teve mesmo o que mereceu.

Eliza Samudio estava longe de ser santa, eu sei. Mas nós também estamos.
E o caso é que, se é que sonhou mesmo em faturar uma boa pensão alimentícia, até onde se sabe ela não foi suspeita de sequestrar nem de assassinar ninguém... como se vê, sua fama poderia ter sido bem pior, mas não chegou nem perto disso. No entanto, não é pequena a fração da opinião feminina que se volta contra ela, a pecadora, oportunista, aproveitadora. Até parece que não há por aí mocinhas que sonham com uma boa pensão alimentícia... com filho ou sem. Até mesmo atrizes de grandes emissoras estão neste rol, mas a estas ninguém chama "Maria Chuteira".

Triste demais constatar que as próprias mulheres jogam suas pás de cal sobre o machismo e a violência que se abate sobre suas iguais, para defender gente como o playboy Doca Street, que assassinou Ângela Diniz, nos anos 70: eu era muito nova quando ele foi julgado, mas me lembro da indignação da minha mãe e das minhas tias, ao ver, na televisão, manifestações femininas a favor de Doca. O argumento delas? Ele era bonito, ao passo que Ângela era uma “devoradora de homens” cuja vida não valia nada.

O desprezo que o gênero feminino parece alimentar por si mesmo tem raízes culturais: na Antiga Grécia, evoluída em relação aos bárbaros da época, uma das versões para a história de Medusa, conta que ela era uma bela e virgem sacerdotisa de Atena, deusa da sabedoria e da guerra, e foi estuprada por Poseidon, sendo, por isso, transformada em monstro justamente por aquela que deveria tê-la protegido: a própria Atena, furiosa, que a considerou culpada da violência que sofreu! Segundo o poeta e formador de opinião Ovídio, a punição teria sido “justa” e “merecida”...

É de se lamentar que este mundo, tão difícil para a mulher, seja, em parte, resultado das ações dela própria, que cria seus varões sem ensiná-los a respeitar e a valorizar tudo o que seja feminino. Ao contrário: criam misóginos que vêem a mulher como “mal necessário”, serviçal ou objeto sexual, cuja vida não tem valor algum.

“Prendam suas cabritas porque o meu bodinho está solto”, dizem as mães dos rapazinhos, cheias de orgulho. Já as meninas, que tristeza... dançam o “Tchan” cada vez mais novas e são incentivadas a acreditar que é melhor desenvolver os glúteos, em vez de investir na inteligência. Quando crescem, são incapazes de se dar valor, porque aprenderam que não valem mesmo nada.



terça-feira, 1 de junho de 2010

Cartilha da Psicopatia.

Site da Maria: (ja desativado)
Meu Namorado Psicopata.

Encontrei uma área no site da clínica psiquiátrica Medicina do Comportamento dedicada a perguntas e respostas sobre psicopatas. É uma boa introdução ao tema, verdadeira cartilha da psicopatia! Confiram:

1) Qual é a definição de psicopata?

Psicopata é o indivíduo que apresenta um Transtorno de Personalidade, que se caracteriza por total ausência de sentimento de culpa, arrependimento ou remorso pelo que faz de errado; falta de empatia com outro e emoções de forma geral (amor, tristeza, medo, compaixão etc.). Os psicopatas são frios e calculistas, mentirosos contumazes, egocêntricos, megalômanos, parasitas, manipuladores, impulsivos, inescrupulosos, irresponsáveis, transgressores de regras sociais, muitos são violentos e só visam o interesse próprio. Eles estão infiltrados em todos os meios sociais, credo, sexo, cultura e são capazes de passar por cima de qualquer pessoa apenas para satisfazer seus sórdidos interesses. Podemos dizer que são verdadeiros “predadores sociais”, almejam somente o poder, status e diversão e usam as pessoas apenas como troféus ou peças do seu jogo cruel.

2) Psicopata é qualquer maluco ou louco?

Não. É muito comum as pessoas associarem psicopatia com loucura, mas isso é uma idéia equivocada. “Loucura” é o que a medicina denomina surto psicótico (alucinações ou delírios), como ocorre com os portadores de esquizofrenia, por exemplo. Os esquizofrênicos vivem numa “realidade paralela”, fora de si ou em ruptura com o “mundo verdadeiro”, e, exatamente por isso, não têm noção do que fazem. Já os psicopatas sabem exatamente o que estão fazendo, que estão infringindo regras sociais, e que a vítima está sofrendo com suas atitudes maquiavélicas, imorais e antiéticas. Isso porque os psicopatas não apresentam problema algum de ordem cognitiva ou deficiência de raciocínio. A deficiência deles está no campo das emoções: aquilo que nos vincula afetivamente com o outro ou com todas as coisas do universo.

3) Todo psicopata é um serial killer?

Isso também é um grande equívoco. Somente uma pequena parcela dos psicopatas é serial killer ou assassino em série. A maioria sequer matou uma pessoa ou até mesmo apresenta uma aparência perversa. Para entender isso, é preciso ter em mente que existem níveis variados de psicopatia: leve, moderada e severa. O psicopata leve (a maioria) é aquele que vive de golpes, roubos, fraudes, estelionatos, que engorda ilicitamente suas contas bancárias com o dinheiro público etc. Esses tipos estão disfarçados de líderes religiosos, bons políticos, executivos bem sucedidos, bons amigos, bons amantes… Eles podem arruinar empresas, destruir lares, dar “rasteiras” nos colegas de trabalho, se promover à custa dos outros, mas não sujam suas mãos de sangue. Geralmente são charmosos, sedutores, inteligentes, aparentam ser pessoas “do bem”, possuem grande poder de persuasão e habilidade para enganar quem quer que seja. Estão do lado de fora das grades, convivendo com todos nós, sem levantar suspeitas de quem realmente são. Outros, de fato, são assassinos ou até serial killers e matam tal qual feras predadoras. Porém, qualquer que seja o nível de gravidade, todos, invariavelmente, deixam marcas de destruição por onde passam.

4) Como reconhecer um psicopata e se proteger?

Reconhecer um psicopata não é uma tarefa tão fácil como se possa imaginar. Até porque, como já dito, a maioria não tem aparência de mau ou descuidada, tampouco possuem uma estrela na testa que possa identificá-los. Até os profissionais da área médica e psicológica podem ser facilmente enganados por eles, uma vez que os psicopatas representam muitíssimo bem. São os verdadeiros atores da vida real. Mas ter cautela é sempre importante quando não se conhece alguém ainda muito bem. Checar seus hábitos, saber um pouco do seu passado, ficar atento ao joguinho “da pena”, “do coitadinho” (todos fazem isso num determinado momento). Eles são muito habilidosos em usar da nossa boa fé. Sem querer ser pessimista, somente realista, antes de reconhecer um psicopata precisamos entender que a maldade existe verdadeiramente. A nossa tendência é sempre achar que o outro não é tão ruim assim e que um dia ele vai mudar. Ao identificar um deles ou perceber que há algo de estranho no ar, alguns cuidados são importantes, mas o essencial é tomar distância absoluta e jamais compactuar com alguém dessa natureza.

5) A partir de que idade é possível diagnosticar a psicopatia?

A medicina só pode dar o diagnóstico de psicopatia a partir dos 18 anos. No entanto, ninguém se transforma em psicopata de um dia para o outro. O indivíduo já nasce psicopata. Assim, fica claro que uma criança e um adolescente também apresentam condutas maldosas ou são genuinamente perversos. Isso se percebe nos maus tratos com os irmãos, coleguinhas e animais, nas mentiras recorrentes, roubos de pertences dos outros, transgressões de regras sociais, e especialmente na falta de afeto. Porém, por uma questão de nomenclatura, antes da maioridade o problema é denominado Transtorno da Conduta, antigamente conhecido como delinqüência.

6) Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é basicamente clínico, ou seja, através da observação do comportamento e do histórico de vida do indivíduo. O exame deve ser rigoroso e o profissional estar muito atento, uma vez que os psicopatas são manipuladores e podem se passar por “gente do bem”. Normalmente são os pais que levam seus filhos ao consultório, por não agüentarem mais o seu comportamento desafiador ou transgressor ou por acharem que falharam na educação dos mesmos. Já os adultos dificilmente procuram por um consultório psiquiátrico ou psicológico. Alguns países como o Canadá, Inglaterra, Austrália costumam utilizar na população carcerária um check list denominado escala Hare ou PCL (desenvolvido pelo canadense Robert Hare). Trata-se de um questionário específico com o qual o presidiário pode ser avaliado através de pontuações. É uma das ferramentas mais confiáveis que se tem até o momento para separar o criminoso comum do criminoso psicopata. Outra técnica que só vem corroborar com o diagnóstico da psicopatia é o exame de neuroimagem (ressonância magnética funcional – RMf). Com essa técnica é possível verificar se o indivíduo apresenta “falhas” em determinadas regiões cerebrais e no sistema límbico (estrutura responsável por nossas emoções). Embora seja um exame bastante preciso, atualmente só é utilizado na realização de pesquisas. No entanto, nada impede que o profissional solicite este exame como mais um elemento comprobatório na identificação da psicopatia, em serviços que possuem essa tecnologia.

7) Qual é o tratamento? Tem cura?

Em se tratando de saúde mental, só podemos falar em tratamento para as pessoas que estão em sofrimento e apresentam intenso desconforto emocional, que as impede de manter uma boa qualidade de vida. Por mais bizarro que possa parecer, os psicopatas parecem estar inteiramente satisfeitos consigo mesmos e não apresentam constrangimentos morais ou sofrimentos emocionais como depressão, ansiedade, culpas, baixa auto-estima etc. Assim, não é possível tratar um sofrimento inexistente. No que tange aos medicamentos, nenhum deles, até o momento, se mostrou eficaz no tratamento da psicopatia. Tratar de um psicopata é uma luta inglória, pois não há como mudar sua maneira de ver e sentir o mundo. Psicopatia é um modo de ser. O que o médico e/ou terapeuta podem fazer é dar suporte e oferecer tratamento às vítimas dos psicopatas, uma vez que são elas que verdadeiramente sofrem.

8) A legislação brasileira está atualizada no que diz respeito à punição dos psicopatas?

O problema do Brasil é que ele agrupa os psicopatas e os doentes mentais na mesma legislação. No entanto, a psicopatia não se enquadra nas doenças mentais padronizadas: não são débeis, tampouco apresentam sofrimento emocional. A psicopatia, por ser um transtorno de personalidade, cujas “falhas” cerebrais estão no campo dos afetos, tem como resultado um indivíduo cujo “modo de ser” se limita a condutas anti-sociais com enorme potencial destrutivo. Se um criminoso psicopata for condenado e caso ele não receba esse diagnóstico, cumpre prisão como qualquer outro presidiário comum e se mistura em celas dos criminosos recuperáveis. Quando esse indivíduo sair da cadeia, a sociedade corre os mesmos riscos de antes, uma vez que os psicopatas não aprendem com os erros passados, com qualquer punição ou método de ressocialização. Se este mesmo indivíduo for diagnosticado como psicopata, pela legislação ele é considerado um doente mental e se beneficia de um tratamento psiquiátrico em manicômio judiciário. Como não há cura, teoricamente ele deveria ficar por lá pelo resto da vida, mas sabemos que enganos acontecem e ele pode receber alta de uma hora para outra.

9) Como é o cenário em outros países?

Em países como o Canadá, Inglaterra, Austrália e em alguns estados dos EUA, onde se aplica a escala Hare (check list para psicopatia), o psicopata cumpre penas bem mais rigorosas: prisão perpétua em celas específicas com isolamento.

10) O percentual de homens psicopatas é maior? Existe uma razão para isso?

Pelas estatísticas oficiais sim. São três homens para cada mulher. No entanto, não sabemos se as mulheres não estão sendo subdiagnosticas. Isso porque os homens são naturalmente mais impulsivos e agressivos que as mulheres e podem revelar a psicopatia com mais facilidade e/ou visibilidade. Já as mulheres apresentam uma perversidade mais sutil, camuflada, no campo das intrigas. Mas seja lá como for não existe nenhuma pesquisa que aponte porque existem mais homens psicopatas que mulheres.”

FONTE

Site: htt://meunamoradopsicopata


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Reportagem.

Ana Beatriz Barbosa Silva - “Psicopatas não sentem compaixão”
A psiquiatra, autora de Mentes Perigosas, diz que o ato de Lindemberg revela uma personalidade psicopática
Martha Mendonça

O mal existe e não tem cura. É o que afirma a psiquiatra carioca Ana Beatriz Barbosa Silva, que acaba de lançar Mentes Perigosas: o Psicopata Mora ao Lado. No livro, ela afirma que psicopatas nascem com um funcionamento cerebral que não permite conexão com os outros seres humanos – e por isso agem sem limites. Ana Beatriz diz ainda que é um equívoco relacionar psicopatas apenas com pessoas capazes de atos violentos ou assassinatos em série. “Eles são 4% da população e podem ser qualquer pessoa: um colega de trabalho, o marido ou um filho”.

ENTREVISTA - ANA BEATRIZ BARBOSA SILVA

André Valentim QUEM É
Carioca, 42 anos, psiquiatra pós-graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro

O QUE FAZ
É diretora das clínicas Medicina do Comportamento, no Rio e em São Paulo, onde atende pacientes e supervisiona tratamentos

O QUE PUBLICOU
Mentes Inquietas, Mentes & Manias, Mentes Insaciáveis: Anorexia, Bulimia e Compulsão Alimentar e Mentes com Medo: da Compreensão à Superação

ÉPOCA – O que é um psicopata?
Ana Beatriz Barbosa Silva –
Antes dessa definição, é preciso saber o seguinte: a maldade existe. Nós, latinos, afetivos, passionais, temos dificuldade de admitir que existem pessoas más. Psico quer dizer mente; pathos, doença. Mas o psicopata não é um doente mental da forma como nós o entendemos. O doente mental é o psicótico, que sofre com delírios, alucinações e não tem ciência do que faz. Vive uma realidade paralela. Se matar, terá atenuantes. O psicopata sabe exatamente o que está fazendo. Ele tem um transtorno de personalidade. É um estado de ser no qual existe um excesso de razão e ausência de emoção. Ele sabe o que faz, com quem e por quê. Mas não tem empatia, a capacidade de se pôr no lugar do outro.

ÉPOCA – Qual é a natureza da psicopatia? Os psicopatas nascem assim?
Ana Beatriz –
Os psicopatas nascem com um cérebro diferente. Os seres humanos têm o chamado sistema límbico, a estrutura cerebral responsável por nossas emoções. É uma espécie de central emocional, o coração da mente. Em 2000, dois brasileiros, o neurologista Ricardo Oliveira e o neurorradiologista Jorge Moll, descobriram a prova definitiva dessa diferença da mente psicopata, por meio da chamada ressonância magnética funcional, que mostra como o cérebro funciona de acordo com diferentes atividades. Nesse exame, mostraram imagens boas (belezas naturais, cenas de alegria) e outras chocantes (morte, sangue, violência, crianças maltratadas). Nas pessoas normais, o sistema límbico reagia de forma diversa. Nos psicopatas, não há diferença. O sistema límbico dessas pessoas não funciona. O pôr do sol ou uma criança sendo espancada geram as mesmas reações. Da mesma forma, não há repercussão no corpo. Eles não têm taquicardia, não suam de nervoso. Por isso passam tranqüilamente num detector de mentiras.

ÉPOCA – Há muitos psicopatas no mundo?
Ana Beatriz –
Mais do que se imagina. Cerca de quatro em cada cem pessoas, segundo as estatísticas americanas. Mais homens do que mulheres. Todos têm em comum a ausência do sentimento em relação às outras pessoas. Não conseguem se colocar no lugar do outro, daí agirem de forma fria e sem arrependimentos. O que caracteriza o psicopata não é o nível do crime, mas a forma como ele o comete, a predisposição para planejar e executar sem nenhum sentimento em relação à vítima.

ÉPOCA – Como saber se estamos convivendo com um psicopata?
Ana Beatriz –
Não é tão fácil detectá-los, especialmente quando temos alguma ligação afetiva com eles. Maridos que espancam suas esposas, por exemplo: as estatísticas mostram que 25% são psicopatas, e grande parte delas não aceita a verdade. Mas há algumas características básicas entre eles: falam muito de si mesmos, mentem e não se constrangem quando descobertos, têm postura arrogante e intimidadora por um lado, mas são charmosos e sedutores por outro. Costumam contar histórias tristes, em que são heróis e generosos. Manipulam as pessoas por meio de elogios desmedidos. Se tiver de começar a desconfiar de alguém, desconfie dos bajuladores excessivos. Chefes também podem ser psicopatas – o que costuma se manifestar pelo assédio moral aos funcionários. Um dado interessante é que eles não sentem compaixão, pena, remorso. Mas sabem, cognitivamente, o que é ter esses sentimentos. Daí representarem tão bem – e às vezes exageradamente – a vítima.

ÉPOCA – E a verdadeira vítima quem é?
Ana Beatriz –
Quase sempre pessoas generosas, em especial aquelas que não acreditam no mal e costumam tentar justificar as atitudes de todo mundo.

ÉPOCA – Um assassino pode não ser psicopata e um psicopata pode jamais matar?
Ana Beatriz –
Sim, isso é muito importante. É um equívoco pensar que apenas assassinos seriais são psicopatas, e um dos objetivos de meu livro é justamente este: mostrar que a psicopatia não está ligada apenas ao homicídio. Existem assassinos passionais que jamais matariam novamente. Um exemplo é a mulher que matou o estuprador do filho dela de 4 anos. Ela nada tem de psicopata. Ao contrário, apesar da violência, o crime dela pode ser compreensível para muitas mães. Ao passo que um psicopata pode nunca ter a necessidade de assassinar, resolvendo suas questões matando vidas afetivas e financeiras, prejudicando pessoas de forma irreversível, mas sem matá-las. Na população carcerária, segundo pesquisas feitas no Canadá e nos Estados Unidos, há de 20% a 25% de psicopatas.

ÉPOCA – Seu livro comenta o assassinato da atriz Daniella Perez. É um caso clássico de psicopatia?
Ana Beatriz –
O caso tem características que levam a esse diagnóstico. Guilherme de Pádua premeditou a morte da vítima, a atraiu para o crime e horas depois foi prestar solidariedade à mãe da moça.

ÉPOCA – Como você classificaria Lindemberg Fernandes Alves, que seqüestrou e assassinou a ex-namorada Eloá? Ele seria um psicopata?
Ana Beatriz –
O ato é de uma personalidade psicopática. Ele usou a razão para dominar os reféns e controlar tudo em volta. Atirou na multidão e disse que era o “príncipe do gueto”, “o cara”. Deu entrevistas por telefone, conseguiu que uma das reféns voltasse ao cativeiro. No fim, com a invasão da polícia, não hesitou em atirar nas duas. Ele começou a namorar a Eloá quando ela tinha 12 anos. Certamente a tratava como propriedade, não admitindo perder esse controle.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Saiba com quem esta lidando

Essa importante regra se traduz no "remedio amargo" de aceitar que os psicopatas existem de fato e que eles literalmente não possuem consciência genuina. Ou seja, eles são incapazes de experimentar o amor ou qualquer outro tipo de ligação positiva com outros seres humanos. Eles podem ser encontrados em todos os segmentos da sociedade e existe uma grande chance de você ter um encontro doloroso com um deles. Nunca menosprese o poder destruidor de um psicopata. Todas as pessoas, incluindo os especialistas, podem ser manipuladas e enganadas por eles, mesmo que tenham um conhecimento razoável sobre o assunto.
Por isso, sua melhor defesa é entender e, principalmente, aceitar que existem pessoas com essa natureza: fria e devastadora.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Necessidade de excitação.

Os psicopatas são intolerantes ao tédio ou situações rotineiras. Eles buscam situações que possam mantê-los em um estado permanente de alta excitação. Por isso, apreciam viver no limite, no conhecido "fio da navalha". Nessa busca desenfreada, muitas vezes, envolvem-se em situações ilegais, agressões fisicas, brigas, desacatos a autoridades, direção perigosa, uso de drogas, promiscuidade sexual etc. Frequentemente mudam de residência e emprego na busca de novas situações que os "excitem".
Em função disso. dificilmente iremos encontrar um psicopata exercendo atividades que demandam estabilidade e alta concentração por longos períodos.
Muitos psicopatas procuram nos atos perigosos, proibidos ou ilegais que praticam o suspense e a excitação que esses atos provocam. Para eles, tudo isso não passa de mero prazer e diversão imediatos, sem qualquer outra conotação.
Roberto, um jovem de classe média alta, e mais dois colegas foram pegos em flagante ateando fogo em um mendigo que dormia numa praça da cidade. Na delegacia Roberto declarou que eles estavam voltando de uma festa e resolveram "zoar"com as pessoas que encontrassem na rua. No entanto, ao se depararem com o mendigo roncando no banco da praça, alegaram ter feito apenas uma brincadeira: "A gente só queria se divertir", complementou Roberto. Dois dias depois, ao ser informado de que o mendigo havia falecido, Roberto se limitou a dizer: "Foi Mal".

quarta-feira, 17 de março de 2010

Principais características do Psicopata

De acordo com o DSM-IV-TR2, a caracte­rística essencial do psicopata é um padrão invasivo de desrespeito e violação dos direitos alheios, que inicia na infância ou começo da adolescên­cia e continua na idade adulta. O referido ma­nual explicita também o fato de que o diagnósti­co para esse transtorno deve levar em consideração a existência de pelo menos três critérios que, de forma sintética, podem ser descritos como um fracasso em conformar-se às normas legais, uma propensão para enga­nar, impulsividade, agressividade, desrespeito pela segurança própria ou alheia, irresponsabi­lidade que pode estar vinculada ao trabalho ou às finanças, bem como uma ausência de remor­so.

De um modo geral, percebe-se que o trans­torno está diretamente vinculado aos padrões comumente aceitos na sociedade em que vive­mos, sendo que é justamente a manifestação de comportamentos, que está em desacordo com esses padrões, que perfaz o tipo de semiologia, que o caracteriza. Uma sintomatolo­gia que pode também ser compreendida pelo fato de vincular-se a uma ausência de ansieda­de e depressão, que costuma estar presente nos demais indivíduos quando do cometimento de atitudes anti-sociais.

A prevalência do psicopata é baixa na popula­ção geral, sendo que as pesquisas apontam uma incidência de 3% em homens e 1 % em mulheres. No que se refere ao seu prognóstico, alguns estudos ressaltam o fato de que o auge do comportamento anti-social costuma ocorrer no final da adolescência e os sintomas mos­tram-se propensos a diminuir com o decorrer da idade3.

Embora uma meta-análise realizada por Salekin1 ressalte o fato de que há consideráveis possibilidades de que se consolidem tratamen­tos eficazes no tocante à manifestação dos sin­tomas, inúmeros autores4,5 concordam com o fato de que os indivíduos portadores do trans­torno são, em geral, pouco responsivos aos diferentes tipos de tratamentos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Depoimento da Mãe de um Psicopata.

Ele mentia muito. Armava um teatro para nos transformar em culpados. Não tinha apego nem responsabilidade. Não evitava falar coisas que deixassem os outros magoados. Nunca pensou que, se fizesse alguma coisa ruim, os pais ficariam bravos. Na escola, ele não obedecia a ordens. Se não queria fazer a lição, não tinha ninguém que o convencesse. A inteligência dele até era acima da média, mas um mês ele tirava 10 em tudo e no outro tirava 0. Dos 3 aos 25 anos, ele rodou comigo por psicólogos. Foi uma busca insana. Começamos a tratar pensando que era hiperatividade, ele tomou antidepressivos e outros remédios. Nada deu certo. Pessoas como o meu filho conseguem manipular psicólogos com facilidade. E os pais se tornam os grandes culpados. Quando descobri o problema, com uma psiquiatra, foi uma luz para mim. Hoje sei que pessoas como ele inventam um mundo na cabeça. É um sofrimento para os pais que convivem com crianças ou com adultos assim. Hoje, temos que vigiá-lo e carregá-lo pela mão para tudo que é canto. Senão, ele rouba coisas ou arma histórias. Fica 3 meses em cada emprego e pára, diz que não está bom. O problema nunca é com ele, sempre os outros é que estão errados. Eu ainda torço para que tenha um remédio, porque viver assim é muito ruim. Se está tudo bem agora, você não sabe qual vai ser a reação daqui a 5 minutos. É como uma bomba relógio, uma panela de pressão que vai explodir. Nunca dá pra saber exatamente o que ele pensa nem para acreditar em alguma coisa que ele promete. Às vezes penso que deveriam criar uma sociedade paralela só para sociopatas, mas uns matariam os outros, com certeza. Para não correr o risco de botar no mundo outra pessoa dessas, convencemos nosso filho a fazer vasectomia. Dói muito dizer que seu filho é um psicopata, mas fazer o quê? Matar você não pode. Tem que ir convivendo na esperança de que um dia a medicina dê conta de casos assim.

(Depoimento de Norma, 50 anos, dona-de-casa do Guarujá (SP), mãe de Guilherme, 28, diagnosticado como psicopata)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Todo cuidado é pouco!!!

Todo cuidado é pouco quando se trata preservar-se diante da vida. Muitas vezes alimentamos dentro de nós sentimentos inúteis que atraem certos tipos de pessoas que se aproveitam da fraqueza alheia e depois se voce consegue sair viva (o), vai ver que sua vida estava boa e vc não tinha nada para reclamar. Todo cuidado é pouco, quando temos por obrigação nos preservarmos.Pessoas não necessariamente são gentes.
Mantermos os olhos abertos para a vida, é conseguir ver além de nós e daquilo que podemos acreditar existir. Portanto, ter cuidado em se cuidar, para se proteger, pois os predadores esta no mundo animal (Homem).
Leila