terça-feira, 1 de junho de 2010

Cartilha da Psicopatia.

Site da Maria: (ja desativado)
Meu Namorado Psicopata.

Encontrei uma área no site da clínica psiquiátrica Medicina do Comportamento dedicada a perguntas e respostas sobre psicopatas. É uma boa introdução ao tema, verdadeira cartilha da psicopatia! Confiram:

1) Qual é a definição de psicopata?

Psicopata é o indivíduo que apresenta um Transtorno de Personalidade, que se caracteriza por total ausência de sentimento de culpa, arrependimento ou remorso pelo que faz de errado; falta de empatia com outro e emoções de forma geral (amor, tristeza, medo, compaixão etc.). Os psicopatas são frios e calculistas, mentirosos contumazes, egocêntricos, megalômanos, parasitas, manipuladores, impulsivos, inescrupulosos, irresponsáveis, transgressores de regras sociais, muitos são violentos e só visam o interesse próprio. Eles estão infiltrados em todos os meios sociais, credo, sexo, cultura e são capazes de passar por cima de qualquer pessoa apenas para satisfazer seus sórdidos interesses. Podemos dizer que são verdadeiros “predadores sociais”, almejam somente o poder, status e diversão e usam as pessoas apenas como troféus ou peças do seu jogo cruel.

2) Psicopata é qualquer maluco ou louco?

Não. É muito comum as pessoas associarem psicopatia com loucura, mas isso é uma idéia equivocada. “Loucura” é o que a medicina denomina surto psicótico (alucinações ou delírios), como ocorre com os portadores de esquizofrenia, por exemplo. Os esquizofrênicos vivem numa “realidade paralela”, fora de si ou em ruptura com o “mundo verdadeiro”, e, exatamente por isso, não têm noção do que fazem. Já os psicopatas sabem exatamente o que estão fazendo, que estão infringindo regras sociais, e que a vítima está sofrendo com suas atitudes maquiavélicas, imorais e antiéticas. Isso porque os psicopatas não apresentam problema algum de ordem cognitiva ou deficiência de raciocínio. A deficiência deles está no campo das emoções: aquilo que nos vincula afetivamente com o outro ou com todas as coisas do universo.

3) Todo psicopata é um serial killer?

Isso também é um grande equívoco. Somente uma pequena parcela dos psicopatas é serial killer ou assassino em série. A maioria sequer matou uma pessoa ou até mesmo apresenta uma aparência perversa. Para entender isso, é preciso ter em mente que existem níveis variados de psicopatia: leve, moderada e severa. O psicopata leve (a maioria) é aquele que vive de golpes, roubos, fraudes, estelionatos, que engorda ilicitamente suas contas bancárias com o dinheiro público etc. Esses tipos estão disfarçados de líderes religiosos, bons políticos, executivos bem sucedidos, bons amigos, bons amantes… Eles podem arruinar empresas, destruir lares, dar “rasteiras” nos colegas de trabalho, se promover à custa dos outros, mas não sujam suas mãos de sangue. Geralmente são charmosos, sedutores, inteligentes, aparentam ser pessoas “do bem”, possuem grande poder de persuasão e habilidade para enganar quem quer que seja. Estão do lado de fora das grades, convivendo com todos nós, sem levantar suspeitas de quem realmente são. Outros, de fato, são assassinos ou até serial killers e matam tal qual feras predadoras. Porém, qualquer que seja o nível de gravidade, todos, invariavelmente, deixam marcas de destruição por onde passam.

4) Como reconhecer um psicopata e se proteger?

Reconhecer um psicopata não é uma tarefa tão fácil como se possa imaginar. Até porque, como já dito, a maioria não tem aparência de mau ou descuidada, tampouco possuem uma estrela na testa que possa identificá-los. Até os profissionais da área médica e psicológica podem ser facilmente enganados por eles, uma vez que os psicopatas representam muitíssimo bem. São os verdadeiros atores da vida real. Mas ter cautela é sempre importante quando não se conhece alguém ainda muito bem. Checar seus hábitos, saber um pouco do seu passado, ficar atento ao joguinho “da pena”, “do coitadinho” (todos fazem isso num determinado momento). Eles são muito habilidosos em usar da nossa boa fé. Sem querer ser pessimista, somente realista, antes de reconhecer um psicopata precisamos entender que a maldade existe verdadeiramente. A nossa tendência é sempre achar que o outro não é tão ruim assim e que um dia ele vai mudar. Ao identificar um deles ou perceber que há algo de estranho no ar, alguns cuidados são importantes, mas o essencial é tomar distância absoluta e jamais compactuar com alguém dessa natureza.

5) A partir de que idade é possível diagnosticar a psicopatia?

A medicina só pode dar o diagnóstico de psicopatia a partir dos 18 anos. No entanto, ninguém se transforma em psicopata de um dia para o outro. O indivíduo já nasce psicopata. Assim, fica claro que uma criança e um adolescente também apresentam condutas maldosas ou são genuinamente perversos. Isso se percebe nos maus tratos com os irmãos, coleguinhas e animais, nas mentiras recorrentes, roubos de pertences dos outros, transgressões de regras sociais, e especialmente na falta de afeto. Porém, por uma questão de nomenclatura, antes da maioridade o problema é denominado Transtorno da Conduta, antigamente conhecido como delinqüência.

6) Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é basicamente clínico, ou seja, através da observação do comportamento e do histórico de vida do indivíduo. O exame deve ser rigoroso e o profissional estar muito atento, uma vez que os psicopatas são manipuladores e podem se passar por “gente do bem”. Normalmente são os pais que levam seus filhos ao consultório, por não agüentarem mais o seu comportamento desafiador ou transgressor ou por acharem que falharam na educação dos mesmos. Já os adultos dificilmente procuram por um consultório psiquiátrico ou psicológico. Alguns países como o Canadá, Inglaterra, Austrália costumam utilizar na população carcerária um check list denominado escala Hare ou PCL (desenvolvido pelo canadense Robert Hare). Trata-se de um questionário específico com o qual o presidiário pode ser avaliado através de pontuações. É uma das ferramentas mais confiáveis que se tem até o momento para separar o criminoso comum do criminoso psicopata. Outra técnica que só vem corroborar com o diagnóstico da psicopatia é o exame de neuroimagem (ressonância magnética funcional – RMf). Com essa técnica é possível verificar se o indivíduo apresenta “falhas” em determinadas regiões cerebrais e no sistema límbico (estrutura responsável por nossas emoções). Embora seja um exame bastante preciso, atualmente só é utilizado na realização de pesquisas. No entanto, nada impede que o profissional solicite este exame como mais um elemento comprobatório na identificação da psicopatia, em serviços que possuem essa tecnologia.

7) Qual é o tratamento? Tem cura?

Em se tratando de saúde mental, só podemos falar em tratamento para as pessoas que estão em sofrimento e apresentam intenso desconforto emocional, que as impede de manter uma boa qualidade de vida. Por mais bizarro que possa parecer, os psicopatas parecem estar inteiramente satisfeitos consigo mesmos e não apresentam constrangimentos morais ou sofrimentos emocionais como depressão, ansiedade, culpas, baixa auto-estima etc. Assim, não é possível tratar um sofrimento inexistente. No que tange aos medicamentos, nenhum deles, até o momento, se mostrou eficaz no tratamento da psicopatia. Tratar de um psicopata é uma luta inglória, pois não há como mudar sua maneira de ver e sentir o mundo. Psicopatia é um modo de ser. O que o médico e/ou terapeuta podem fazer é dar suporte e oferecer tratamento às vítimas dos psicopatas, uma vez que são elas que verdadeiramente sofrem.

8) A legislação brasileira está atualizada no que diz respeito à punição dos psicopatas?

O problema do Brasil é que ele agrupa os psicopatas e os doentes mentais na mesma legislação. No entanto, a psicopatia não se enquadra nas doenças mentais padronizadas: não são débeis, tampouco apresentam sofrimento emocional. A psicopatia, por ser um transtorno de personalidade, cujas “falhas” cerebrais estão no campo dos afetos, tem como resultado um indivíduo cujo “modo de ser” se limita a condutas anti-sociais com enorme potencial destrutivo. Se um criminoso psicopata for condenado e caso ele não receba esse diagnóstico, cumpre prisão como qualquer outro presidiário comum e se mistura em celas dos criminosos recuperáveis. Quando esse indivíduo sair da cadeia, a sociedade corre os mesmos riscos de antes, uma vez que os psicopatas não aprendem com os erros passados, com qualquer punição ou método de ressocialização. Se este mesmo indivíduo for diagnosticado como psicopata, pela legislação ele é considerado um doente mental e se beneficia de um tratamento psiquiátrico em manicômio judiciário. Como não há cura, teoricamente ele deveria ficar por lá pelo resto da vida, mas sabemos que enganos acontecem e ele pode receber alta de uma hora para outra.

9) Como é o cenário em outros países?

Em países como o Canadá, Inglaterra, Austrália e em alguns estados dos EUA, onde se aplica a escala Hare (check list para psicopatia), o psicopata cumpre penas bem mais rigorosas: prisão perpétua em celas específicas com isolamento.

10) O percentual de homens psicopatas é maior? Existe uma razão para isso?

Pelas estatísticas oficiais sim. São três homens para cada mulher. No entanto, não sabemos se as mulheres não estão sendo subdiagnosticas. Isso porque os homens são naturalmente mais impulsivos e agressivos que as mulheres e podem revelar a psicopatia com mais facilidade e/ou visibilidade. Já as mulheres apresentam uma perversidade mais sutil, camuflada, no campo das intrigas. Mas seja lá como for não existe nenhuma pesquisa que aponte porque existem mais homens psicopatas que mulheres.”

FONTE

Site: htt://meunamoradopsicopata


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Reportagem.

Ana Beatriz Barbosa Silva - “Psicopatas não sentem compaixão”
A psiquiatra, autora de Mentes Perigosas, diz que o ato de Lindemberg revela uma personalidade psicopática
Martha Mendonça

O mal existe e não tem cura. É o que afirma a psiquiatra carioca Ana Beatriz Barbosa Silva, que acaba de lançar Mentes Perigosas: o Psicopata Mora ao Lado. No livro, ela afirma que psicopatas nascem com um funcionamento cerebral que não permite conexão com os outros seres humanos – e por isso agem sem limites. Ana Beatriz diz ainda que é um equívoco relacionar psicopatas apenas com pessoas capazes de atos violentos ou assassinatos em série. “Eles são 4% da população e podem ser qualquer pessoa: um colega de trabalho, o marido ou um filho”.

ENTREVISTA - ANA BEATRIZ BARBOSA SILVA

André Valentim QUEM É
Carioca, 42 anos, psiquiatra pós-graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro

O QUE FAZ
É diretora das clínicas Medicina do Comportamento, no Rio e em São Paulo, onde atende pacientes e supervisiona tratamentos

O QUE PUBLICOU
Mentes Inquietas, Mentes & Manias, Mentes Insaciáveis: Anorexia, Bulimia e Compulsão Alimentar e Mentes com Medo: da Compreensão à Superação

ÉPOCA – O que é um psicopata?
Ana Beatriz Barbosa Silva –
Antes dessa definição, é preciso saber o seguinte: a maldade existe. Nós, latinos, afetivos, passionais, temos dificuldade de admitir que existem pessoas más. Psico quer dizer mente; pathos, doença. Mas o psicopata não é um doente mental da forma como nós o entendemos. O doente mental é o psicótico, que sofre com delírios, alucinações e não tem ciência do que faz. Vive uma realidade paralela. Se matar, terá atenuantes. O psicopata sabe exatamente o que está fazendo. Ele tem um transtorno de personalidade. É um estado de ser no qual existe um excesso de razão e ausência de emoção. Ele sabe o que faz, com quem e por quê. Mas não tem empatia, a capacidade de se pôr no lugar do outro.

ÉPOCA – Qual é a natureza da psicopatia? Os psicopatas nascem assim?
Ana Beatriz –
Os psicopatas nascem com um cérebro diferente. Os seres humanos têm o chamado sistema límbico, a estrutura cerebral responsável por nossas emoções. É uma espécie de central emocional, o coração da mente. Em 2000, dois brasileiros, o neurologista Ricardo Oliveira e o neurorradiologista Jorge Moll, descobriram a prova definitiva dessa diferença da mente psicopata, por meio da chamada ressonância magnética funcional, que mostra como o cérebro funciona de acordo com diferentes atividades. Nesse exame, mostraram imagens boas (belezas naturais, cenas de alegria) e outras chocantes (morte, sangue, violência, crianças maltratadas). Nas pessoas normais, o sistema límbico reagia de forma diversa. Nos psicopatas, não há diferença. O sistema límbico dessas pessoas não funciona. O pôr do sol ou uma criança sendo espancada geram as mesmas reações. Da mesma forma, não há repercussão no corpo. Eles não têm taquicardia, não suam de nervoso. Por isso passam tranqüilamente num detector de mentiras.

ÉPOCA – Há muitos psicopatas no mundo?
Ana Beatriz –
Mais do que se imagina. Cerca de quatro em cada cem pessoas, segundo as estatísticas americanas. Mais homens do que mulheres. Todos têm em comum a ausência do sentimento em relação às outras pessoas. Não conseguem se colocar no lugar do outro, daí agirem de forma fria e sem arrependimentos. O que caracteriza o psicopata não é o nível do crime, mas a forma como ele o comete, a predisposição para planejar e executar sem nenhum sentimento em relação à vítima.

ÉPOCA – Como saber se estamos convivendo com um psicopata?
Ana Beatriz –
Não é tão fácil detectá-los, especialmente quando temos alguma ligação afetiva com eles. Maridos que espancam suas esposas, por exemplo: as estatísticas mostram que 25% são psicopatas, e grande parte delas não aceita a verdade. Mas há algumas características básicas entre eles: falam muito de si mesmos, mentem e não se constrangem quando descobertos, têm postura arrogante e intimidadora por um lado, mas são charmosos e sedutores por outro. Costumam contar histórias tristes, em que são heróis e generosos. Manipulam as pessoas por meio de elogios desmedidos. Se tiver de começar a desconfiar de alguém, desconfie dos bajuladores excessivos. Chefes também podem ser psicopatas – o que costuma se manifestar pelo assédio moral aos funcionários. Um dado interessante é que eles não sentem compaixão, pena, remorso. Mas sabem, cognitivamente, o que é ter esses sentimentos. Daí representarem tão bem – e às vezes exageradamente – a vítima.

ÉPOCA – E a verdadeira vítima quem é?
Ana Beatriz –
Quase sempre pessoas generosas, em especial aquelas que não acreditam no mal e costumam tentar justificar as atitudes de todo mundo.

ÉPOCA – Um assassino pode não ser psicopata e um psicopata pode jamais matar?
Ana Beatriz –
Sim, isso é muito importante. É um equívoco pensar que apenas assassinos seriais são psicopatas, e um dos objetivos de meu livro é justamente este: mostrar que a psicopatia não está ligada apenas ao homicídio. Existem assassinos passionais que jamais matariam novamente. Um exemplo é a mulher que matou o estuprador do filho dela de 4 anos. Ela nada tem de psicopata. Ao contrário, apesar da violência, o crime dela pode ser compreensível para muitas mães. Ao passo que um psicopata pode nunca ter a necessidade de assassinar, resolvendo suas questões matando vidas afetivas e financeiras, prejudicando pessoas de forma irreversível, mas sem matá-las. Na população carcerária, segundo pesquisas feitas no Canadá e nos Estados Unidos, há de 20% a 25% de psicopatas.

ÉPOCA – Seu livro comenta o assassinato da atriz Daniella Perez. É um caso clássico de psicopatia?
Ana Beatriz –
O caso tem características que levam a esse diagnóstico. Guilherme de Pádua premeditou a morte da vítima, a atraiu para o crime e horas depois foi prestar solidariedade à mãe da moça.

ÉPOCA – Como você classificaria Lindemberg Fernandes Alves, que seqüestrou e assassinou a ex-namorada Eloá? Ele seria um psicopata?
Ana Beatriz –
O ato é de uma personalidade psicopática. Ele usou a razão para dominar os reféns e controlar tudo em volta. Atirou na multidão e disse que era o “príncipe do gueto”, “o cara”. Deu entrevistas por telefone, conseguiu que uma das reféns voltasse ao cativeiro. No fim, com a invasão da polícia, não hesitou em atirar nas duas. Ele começou a namorar a Eloá quando ela tinha 12 anos. Certamente a tratava como propriedade, não admitindo perder esse controle.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Saiba com quem esta lidando

Essa importante regra se traduz no "remedio amargo" de aceitar que os psicopatas existem de fato e que eles literalmente não possuem consciência genuina. Ou seja, eles são incapazes de experimentar o amor ou qualquer outro tipo de ligação positiva com outros seres humanos. Eles podem ser encontrados em todos os segmentos da sociedade e existe uma grande chance de você ter um encontro doloroso com um deles. Nunca menosprese o poder destruidor de um psicopata. Todas as pessoas, incluindo os especialistas, podem ser manipuladas e enganadas por eles, mesmo que tenham um conhecimento razoável sobre o assunto.
Por isso, sua melhor defesa é entender e, principalmente, aceitar que existem pessoas com essa natureza: fria e devastadora.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Necessidade de excitação.

Os psicopatas são intolerantes ao tédio ou situações rotineiras. Eles buscam situações que possam mantê-los em um estado permanente de alta excitação. Por isso, apreciam viver no limite, no conhecido "fio da navalha". Nessa busca desenfreada, muitas vezes, envolvem-se em situações ilegais, agressões fisicas, brigas, desacatos a autoridades, direção perigosa, uso de drogas, promiscuidade sexual etc. Frequentemente mudam de residência e emprego na busca de novas situações que os "excitem".
Em função disso. dificilmente iremos encontrar um psicopata exercendo atividades que demandam estabilidade e alta concentração por longos períodos.
Muitos psicopatas procuram nos atos perigosos, proibidos ou ilegais que praticam o suspense e a excitação que esses atos provocam. Para eles, tudo isso não passa de mero prazer e diversão imediatos, sem qualquer outra conotação.
Roberto, um jovem de classe média alta, e mais dois colegas foram pegos em flagante ateando fogo em um mendigo que dormia numa praça da cidade. Na delegacia Roberto declarou que eles estavam voltando de uma festa e resolveram "zoar"com as pessoas que encontrassem na rua. No entanto, ao se depararem com o mendigo roncando no banco da praça, alegaram ter feito apenas uma brincadeira: "A gente só queria se divertir", complementou Roberto. Dois dias depois, ao ser informado de que o mendigo havia falecido, Roberto se limitou a dizer: "Foi Mal".

quarta-feira, 17 de março de 2010

Principais características do Psicopata

De acordo com o DSM-IV-TR2, a caracte­rística essencial do psicopata é um padrão invasivo de desrespeito e violação dos direitos alheios, que inicia na infância ou começo da adolescên­cia e continua na idade adulta. O referido ma­nual explicita também o fato de que o diagnósti­co para esse transtorno deve levar em consideração a existência de pelo menos três critérios que, de forma sintética, podem ser descritos como um fracasso em conformar-se às normas legais, uma propensão para enga­nar, impulsividade, agressividade, desrespeito pela segurança própria ou alheia, irresponsabi­lidade que pode estar vinculada ao trabalho ou às finanças, bem como uma ausência de remor­so.

De um modo geral, percebe-se que o trans­torno está diretamente vinculado aos padrões comumente aceitos na sociedade em que vive­mos, sendo que é justamente a manifestação de comportamentos, que está em desacordo com esses padrões, que perfaz o tipo de semiologia, que o caracteriza. Uma sintomatolo­gia que pode também ser compreendida pelo fato de vincular-se a uma ausência de ansieda­de e depressão, que costuma estar presente nos demais indivíduos quando do cometimento de atitudes anti-sociais.

A prevalência do psicopata é baixa na popula­ção geral, sendo que as pesquisas apontam uma incidência de 3% em homens e 1 % em mulheres. No que se refere ao seu prognóstico, alguns estudos ressaltam o fato de que o auge do comportamento anti-social costuma ocorrer no final da adolescência e os sintomas mos­tram-se propensos a diminuir com o decorrer da idade3.

Embora uma meta-análise realizada por Salekin1 ressalte o fato de que há consideráveis possibilidades de que se consolidem tratamen­tos eficazes no tocante à manifestação dos sin­tomas, inúmeros autores4,5 concordam com o fato de que os indivíduos portadores do trans­torno são, em geral, pouco responsivos aos diferentes tipos de tratamentos.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Depoimento da Mãe de um Psicopata.

Ele mentia muito. Armava um teatro para nos transformar em culpados. Não tinha apego nem responsabilidade. Não evitava falar coisas que deixassem os outros magoados. Nunca pensou que, se fizesse alguma coisa ruim, os pais ficariam bravos. Na escola, ele não obedecia a ordens. Se não queria fazer a lição, não tinha ninguém que o convencesse. A inteligência dele até era acima da média, mas um mês ele tirava 10 em tudo e no outro tirava 0. Dos 3 aos 25 anos, ele rodou comigo por psicólogos. Foi uma busca insana. Começamos a tratar pensando que era hiperatividade, ele tomou antidepressivos e outros remédios. Nada deu certo. Pessoas como o meu filho conseguem manipular psicólogos com facilidade. E os pais se tornam os grandes culpados. Quando descobri o problema, com uma psiquiatra, foi uma luz para mim. Hoje sei que pessoas como ele inventam um mundo na cabeça. É um sofrimento para os pais que convivem com crianças ou com adultos assim. Hoje, temos que vigiá-lo e carregá-lo pela mão para tudo que é canto. Senão, ele rouba coisas ou arma histórias. Fica 3 meses em cada emprego e pára, diz que não está bom. O problema nunca é com ele, sempre os outros é que estão errados. Eu ainda torço para que tenha um remédio, porque viver assim é muito ruim. Se está tudo bem agora, você não sabe qual vai ser a reação daqui a 5 minutos. É como uma bomba relógio, uma panela de pressão que vai explodir. Nunca dá pra saber exatamente o que ele pensa nem para acreditar em alguma coisa que ele promete. Às vezes penso que deveriam criar uma sociedade paralela só para sociopatas, mas uns matariam os outros, com certeza. Para não correr o risco de botar no mundo outra pessoa dessas, convencemos nosso filho a fazer vasectomia. Dói muito dizer que seu filho é um psicopata, mas fazer o quê? Matar você não pode. Tem que ir convivendo na esperança de que um dia a medicina dê conta de casos assim.

(Depoimento de Norma, 50 anos, dona-de-casa do Guarujá (SP), mãe de Guilherme, 28, diagnosticado como psicopata)

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Todo cuidado é pouco!!!

Todo cuidado é pouco quando se trata preservar-se diante da vida. Muitas vezes alimentamos dentro de nós sentimentos inúteis que atraem certos tipos de pessoas que se aproveitam da fraqueza alheia e depois se voce consegue sair viva (o), vai ver que sua vida estava boa e vc não tinha nada para reclamar. Todo cuidado é pouco, quando temos por obrigação nos preservarmos.Pessoas não necessariamente são gentes.
Mantermos os olhos abertos para a vida, é conseguir ver além de nós e daquilo que podemos acreditar existir. Portanto, ter cuidado em se cuidar, para se proteger, pois os predadores esta no mundo animal (Homem).
Leila

terça-feira, 25 de agosto de 2009

"Narcisistas: os mestres da negação", Jeffrey Kluger, Revista Time

Meu professor de Transpsicanálise, André Keppe, costuma dizer que esse momento, digamos, "cultural" da história ocidental pode vir a ser classificado, no futuro, como "período neo-narcisista". Eu acrescentaria um "pós-hedonista". Vivemos um grande "neo-narcisismo pós-hedonista".
O antigo culto ao corpo implicava, pelo menos, melhorar o que se tem. Agora, o próprio corpo tornou-se um produto a ser adquirido - cabelos, seios, cinturas - para ingressarmos no mercado do "amor". Nele, bons investidores conseguem adoração, independência financeira ou substituto de auto-estima até a próxima estação de neo-prostituição. Se o amor é mercado, preciso ser bem de consumo, moeda de troca, e a embalagem é fundamental.
Fico imaginando como serão os cemitérios do futuro. Precisarão ter caixinhas de restos mortais maiores, para acomodar as bolsinhas de silicone da bunda e peitos da titia que "desencascou".
Ainda bem que silicone é inflamável: Com um pouco de fogos de artifício, poderemos vir a ter rituais pirotécnicos nas futuras cremações. Mas isso se houver família para administrar restos mortais.
No pós-hedonismo da geração que ligou o dito "botão de foda-se", os filhos (mal) criados sem limites tornam-se pequenos ditadores domésticos. Educamos, se é que se pode usar esta palavra, um exército de psicopatas, crescendo em um país em crise, voltados para o próprio seio. Ou para o próprio umbigo, já que "seus" seios são artificiais.
Pensando bem, esta geração do "cada um com seus problemas" não terá senso comunitário suficiente para cuidar de "restos", ainda que mortais... Como ativista do Greenpeace, sou obrigado a alertar: do jeito que vai o meio ambiente, a campanha da fraternidade de 2050 pode ser: "recicle o silicone de sua avó".
E tome malhação. E tatuagens excessivas, afinal tudo que não queremos é mostrar a própria "pele". Nada mais simbólico do enchê-la também de furos: A motivação inconsciente do modismo dos piercings me faz lembrar dos pacientes de relatos clássicos da psicanálise, que retalhavam a pele como forma de deixar "alguém preso" sair - aliviando assim sua angústia pessoal. Estariamos fazendo o mesmo, coletivamente, com nossa angústia existencial?
Hoje, é preciso construir outra persona, ilusória. Tatuagens e plásticas são bem vindas, em cima de músculos forçadamente adquiridos em sessões excessivas de academia, não raro diárias. Combinações perfeitas para os silicones e anabolizantes dos que consomem, narcisisticamente, sua inclusão no novo mundo do prazer.
Há também os aditivos do prazer: Em um mundo hedonista que não perdoa falhas, as drogas de maior faturamento no planeta são os anti-depressivos... e auxiliares da ereção!!! Seguidas pelo Ectasy, no mundo ilegal. Coincidência?
Enquanto isso, nas "comunidades" de redes de relacionamento virtual, uma série de sintomas patológicos, intolerâncias e extremismos são assumidos como se fossem características da personalidade. Para quê meio-termo em um mundo de exageros? O importante é "ter atitude", muitas vezes um eufemismo para comportamentos maníacos - alguns deles, bipolares, graças ao Prozac "receitado" por ginecologistas ou clínicos gerais após extenso "exame psicológico" de 15 minutos.
Se alguém estiver triste ou reflexivo, "conserta-se". Não se questiona a sociedade, adapta-se a ela. Terapias instantâneas alienantes proliferam-se, em lugar da análise. Não há tempo a perder, mudando o comportamento já está bom. Se algo der errado adiante, o paciente siliconado que "consuma" a terapia outra vez.
Jung, que faleceu em 1961, previa estarmos criando uma sociedade patológica, onde o excesso do consciente / material / aparente sobre o inconsciente (integrado) / espiritual / subjetivo reproduziria a própria estrutura da neurose, a ponto de perdemos a coincidência dos limites entre saudável e normal. E hoje, alternando entre neuroses e psicoses, evoluímos para uma sociedade... "borderline".
Neste cenário, para quê se comprometer, atravessar dificuldades ou perdoar? Vamos "ficar", que a fila anda. Se não for divertido, não fazemos mais. "Amor" descartável, comprado pela aparência, voltado ao prazer.
A questão é que o narcisismo individual favorece o comportamento egocêntrico, descontinuidade afetiva e instabilidade emocional. Tornando-se um modelo coletivo de "normalidade", bem como um diferencial de inclusão afetivo social, construiu uma sociedade de "cada um por si", relacionamentos descartáveis, aqui-agora, perdas constantes, onde não há "culpa" (leia-se: responsabilidade) sobre o que se prometia - ou exigia.
A mídia molda o indivíduo, refletido coletiva e patologicamente na "sociedade", e esta não precisa mais da parte para se perpetuar. Não é apenas um silicone ou academia: estes são realimentação de algo maior anterior.
Neo-narcisismo pós-hedonista. Viva o corpo e o prazer, pra ver se isso aplaca, no que "estou", a angústia do que não consigo "ser".

Imagem é tudo. A fila anda. Tudo pelo prazer. Vamos à academia trabalhar anabolizantes e silicones, perseguindo um "modelo" distante da saudável exequibilidade, salvo consumo adicional. Precisamos estar bem para mostrarmos nossa nova pele tatuada e furada, ferida na alma, para o amor descartável que temos que conquistar hoje... antes de deixarmos amanhã, na primeira dificuldade ou novo prazer, assim que a "fila andar".
Lázaro Freire,

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Chefes Narcisistas...como lidar?

Difícil não reconhecermos algum parente ou colega de trabalho, quando lemos um pouco da teoria sobre o narcisismo. Nada fácil é nos enxergar nela, assumir nosso telhado de vidro. Mas o fato é que, em maior ou menor grau, todos somos narcisistas e talvez seja o Narciso em nós que nos impulsione a buscar e alcançar nossas ambições.
Isso posto, deixarei o politicamente correto de lado, para confessar que, ao estudar o narcisismo, uma fila de chefes que tive desfilou pela minha mente. Por que os chefes? Ora, precisa explicar? Chefes são as personagens mais engraçadas, se tivermos condições de olhá-los a distância, mais longe de todo o amor e todo o ódio que possam despertar em nós. Aos nossos olhos subalternos e parciais, são como caricaturas, isto é, têm alguns traços exagerados: um nariz gigante ou um ego descomunal. Como já fui tanto chefe quanto subordinada, falo isso com tranquilidade.
Mas suponhamos que o narcisista é o seu chefe. Com base nas características que os grandes estudiosos Heinz Kohut, Otto Kernberg e Alexandre Lowen elencam sobre o narcisista que ouso chamar “típico” (com base na observação de ambientes de trabalho), deixo aqui algumas dicas que lhe ajudarão a jogar o jogo. Ou a romper com ele.
1ª: deixe que ele se exiba – como uma menininha que desfila, orgulhosa, sua fita cor-de-rosa no cabelo, o chefe narcisista gostará de desfilar seus predicados para você. Mostre-se receptivo a ouvi-lo e sorria enquanto o faz. Se não tiver o que dizer, use exclamações e perguntas vazias e ambíguas, mas que podem mostrar interesse, como: “É mesmo?”, “Não acredito que você fez isso!” ou “E aí, o que aconteceu?”. Não boceje.
2ª: faça bilu-bilu – o narcisista não foi suficientemente espelhado em sua infância. Seja um pouco mamãe ou papai do seu chefe narcisista e faça bilu-bilu nele. O narcisista adora adulação e é justamente aí que reside seu maior ponto fraco. Ele quer ser admirado e você não deve poupar elogios. Se o seu chefe é um narcisista de carteirinha, não se preocupe. Ele não notará, se você estiver sendo mais falso que uma nota de R$3. Afinal, você vive dizendo que ele não consegue distinguir os puxa-sacos dos colaboradores que, de fato, colaboram, não é? Se não pode vencê-los...
3ª: nunca discorde, pelo menos não diretamente – o supernarcisista não lhe enxerga como um ser humano à parte. Você é parte dele e não pode, em nenhuma hipótese, estar em dissonância com o que ele quer. Ao discordar, você o estará rejeitando, e não colocando sua opinião franca para o bem da empresa. Assim, se você não quer tirá-lo do sério, você pode escolher entre simplesmente dizer que concorda ou, então, dizer, com muita calma e sorriso no rosto, que ele tem razão em destacar isso e aquilo, mas que você tem uma dúvida e deseja perguntar se ele considerou aquilo outro... Discorde sem discordar. Similarmente, jamais demonstre indiferença ou desaprovação em relação às preferências do chefe. Nunca diga “golf me dá sono” ou “gosto mais do interior de Minas do que de Miami”, se ele joga golf e acha Miami bárbara. Jamais ponha em cheque a ilusão de poder do narcisista sobre os pensamentos alheios. Você poderá mesmo despertar a fúria narcísica. E aí vêm gritos, broncas desproporcionais e vingança. Você já reparou como ele se vinga? Pensava que fosse uma questão zodiacal?
4ª: não se deixe abalar pelo sadismo – o sádico narcisista tentará, de algum modo, diminuir seu valor. Talvez seja o único jeito que ele encontrou para aumentar seu próprio valor. Não esquente. Ele divide o mundo em aspectos bons e maus. É claro que ele está no lado bom. Ah, os outros são tão maus! Mas tudo tem limite: não confunda estilo de liderança com abuso moral, que dá até processo (o que não é nada perto das crises de ansiedade, pânico e gastrite que a parte vitimada pode ter).
5ª: não apele para os sentimentos – narcisistas não sentem. Eles aprenderam, em algum ponto, que sentir é ruim. Bloquearam o acesso ao coração, por mais “generosos”, “simpáticos” e “sedutores” que lhe pareçam. Assim, ele também não terá nenhuma sensibilidade em relação aos seus sentimentos (esqueça a empatia), tampouco você deve aborrecê-lo com comentários do tipo “Você deve estar muito triste com a morte do seu cachorro, eu também sofri quando o meu morreu”, ou “Você também não está com saudades do fulano que está em férias?”. Também não tente convencê-lo de que ele deve agir assim ou assado, para que as pessoas fiquem mais felizes ou para que a vida no planeta seja mais pujante. No máximo, ele poderá ser adestrado, se conseguir ligar uma mudança de comportamento ao enaltecimento de sua imagem, como, por exemplo, ser reconhecido como um líder que abraçou a causa ecológica. O narcisista se esmera para cultivar sua imagem. Ele não sabe que sua casca não corresponde à sua essência, aquela que ele precisou bloquear e, por isso, não tem acesso aos sentimentos.
6ª: louve símbolos que o dinheiro compra – não tente convencer seu chefe narcisista de que andar descalço no litoral com seu filho lhe faria bem à saúde física, mental e espiritual. “Espiri-o-quê?” Você o aborrecerá com qualquer conselho que não seja “apareça”. Ele nutre a imagem, como disse. Então, ele não consegue se desapegar do que a sociedade entende como vitória. No nosso caso, isso ainda parece ter a ver com status, fama, grifes, barriga de tanquinho e muito trabalho. Seu valor reside mais no número de e-mails que ele recebe em seu smartphone do que no número de sorrisos que seu filho lhe dá. Se você deixar claro que não compartilha certos valores, terá problemas. Pelo menos finja que quer ser igualmente V.I.P.
Assim se dança conforme a música, o que pode ser muito oneroso. Quero ressaltar que os efeitos do narcisismo dependem não apenas do grau em que traços como os que citei aparecem no chefe ou em quem quer que seja, mas também das características daqueles que estão sob a mira do narcisista. Alguns de nós somos mais suscetíveis, dependentes ou masoquistas, outros menos.
O assunto merece, certamente, tratamento muito mais sério do que o que aqui adotei. Mas talvez o sarcasmo seja uma estratégia de denúncia. E também de estímulo à reflexão. O que o move? Imagem e poder mais do que sentimentos genuínos? De que você mais precisa: admiração ou paz de espírito? Como anda se comportando o narcisista que existe em você?

Por Alexandra Delfino de Sousa (administradora de empresas e diretora da Palavra Mestra)HSM Online

sábado, 15 de agosto de 2009

Solange tem alguns conselhos para nós...

"Acabo de romper meu namoro. Esta não é a primeira vez que terminamos, mas acho que será a última. Rompi com meu namorado pelo mesmo motivo das outras vezes. Ele diz e faz coisas tão odiosas e insensivíes que me sinto constrangida de relatá-las a qualquer pessoa. O tom de voz de quando fala comigo às vezes pode ser absolutamente repugnante. Eu não falaria com ninguém do jeito como ele fala comigo.
"Sempre acabo voltando para o meu namorado porque ele me convence a fazer isso com palavras doces. Eu o amo quando ele é delicado comigo, mas o odeio quando é grosseiro. depois de ficar voltando para o meu namorado durante dez anos, acho que aprendi algumas coisas sobre a personalidade dele. É doloroso para mim enfrentar algumas delas. Creio que o ponto principal é o seguinte: percebo que, na verdade, não sou importante. Quando meu namorado é agradável comigo, a atitude dele não tem nada a ver comigo. E quando ele é ofensivo, seu comportamento tampouco está relacionado a mim. As pessoas sempre me disseram para não tomar como pessoal as atitudes ofensivas dele, mas agora percebo que não devo tomar NADA como pessoal.....nem mesmo as partes boas. Ele é apenas um cara que desconhece o amor, e eu sou a garota em que ele tropeçou. Não precisava ser eu a me envolver com ele; poderia ter sido qualquer pessoa que prestasse atenção nele. Preciso parar de tomar como pessoal as coisas que ele faz". - Solange -

Leila: comenta:
É extremamente doloroso enfrentar a idéia de que as declarações de amor e romance deles podem estar mais relacionadas com o modus operanti dele do que com o que ele sente por nós. É também muito doloroso enfrentar a idéia de que, quando ele fica zangado conosco, a raiva que ele sente tem mais a ver com seus próprios problemas do que conosco. Essas constatações podem fazer com que nós e o relacionamento pareçam inexpressivos, o que pode doer muito. No entanto, quando começamos a não tomar essas atitudes como pessoais, passamos a entender melhor o que esta acontecendo.
Não estou dizendo que não exista uma ligação entre vc e seu parceiro, porque ela sem dúvida, esta presente. No entanto, toda essa euforia espetacular e as crises terríveis são oriundas de uma parte da psique de seu parceiro que, na verdade, não está conectada a mais ninguém. Trata-se de um melodrama sem nenhuma profundidade. Este é um ponto importante a ser lembrado quando vc tenta ter relacionamento com eles. cabe lembrar que eles são famosos pelas emoções superficiais. Significa que, em determinado momento, seu parceiro pode estar soluçando em seus braços e, no momento seguinte, dançando um tango com uma pessoa desconhecida.
Não podemos de forma alguma confiar nas emoções deles. - Leila -

Eles raramente são maçantes ( no início)

Os parceiros românticos dos narcisistas/psicopatas os acham atraentes.
Os narcisistas/psicopatas nos atraem para seu mundo , dizem o que queremos ouvir, envolvem-nos em seus dramas pessoais e nos incluem em suas fantasias.
Outro motivo que torna eles interessantes é o fato de eles possuírem uma aura de intensidade e paixão.
Algumas pessoas também acham que eles são cativantes porque tendem a falar a respeito de si mesmos . As mulheres, em particular, consideram essa qualidade muito atraente. Elas gostam de conviver com homens que não tem medo de falar sobre a própria vida, sentimentos e sonhos. Os homens acomodados nas situações sociais às vezes preferem relacionar-se com mulheres comunicativas, porque, assim, são menos solicitados.
Quando saímos pela primeira vez com uma pessoa narcisista/psicopata , e ela tem a intenção de nos impressionar, é pouco provável que ocorram interrupções ou pausas embaraçosas na conversa. O narcisista/psicopata preencherá todos os espaços. Quando o conhecimento é recente, o narcisista/psicopata parece fazer quase todo o trabalho para que o relacionamento decole. Os narcisistas/psicopatas gostam de seduzir pessoas novas e, quando alguém esta prestando muita atenção em nós, raramente ficamos entediados . Quando eles estão com uma disposição idealista, eles podem ser destemidos com relação a desfiar fantasias a respeito de um futuro que inclui você. Eles falam sobre coisas que vocês farão juntos e sobre como irão se divertir.
Mais tarde, é claro, quando eles estiverem em uma fase de declínio ou agindo a partir de um sentimento de merecimento, você terá a impressão de que está fazendo todo o trabalho para manter o relacionamento.
Lembre-se de que o relacionamento a longo prazo com eles acabará tornando-se maçante. Você se cansará das histórias, da atitude de merecimento, da falta de empatia e do comportamento difícil e extravagante. Você, provavelmente, também descobrirá, com o tempo, que as emoções deles são muito superficiais e que toda a paixão e a intensidade são basicamente uma fachada.

Suzana conta!!

Há alguns anos, Suzana saiu com um homem que lhe disse abertamente que tinha problemas de narcisismo (psicopatia leve) . Ela relata o seguinte:
"Ele estava com quase 40 anos, mas eu ainda estava com vinte e poucos anos e não tinha a sofisticação necessária para compreender esse tipo de problema psicológico. Eu não tinha a menor idéia do que era narcisismo. Ele me deu vários livros sobre o assunto, que eu li atentamente. Também o ouvi falar em detalhes a respeito de sua ferida narcisística original e de seus sentimentos internos de narcisismo e perda. Tudo parecia muito triste, e devo admitir que a intensidade emocional que ele expressava o tornava bastante interessante.
"Quando ele falava a respeito do nível de dor, desconforto e vazio que sentia na vida cotidiana, eu me tornava, de modo geral, ainda mais sensível a ele. Lembro-me de ter pensado que faria tudo o que estivesse a meu alcalce para garantir que nunca lhe causaria mais tristeza. Eu queria ser a pessoa especial que o faria sentir-se melhor. É claro que hoje reconheço que meus problemas de narcisismo alimentavam esses pensamentos. Eu seria a "pessoa especial" que curaria seus traumas emocionais. Em troca, eu esperava que ele fosse meu "verdadeiro amor". Na verdade, tratava-se de um relacionamento marcado por altos e baixos que me deixavam magoada e traída.
"Certa noite, fomos a uma festa oferecida por uma conhecida minha. meu namorado e eu estávamos conversando com ela quando ele se voltou para mim e disse algo como: "Querida, vc pode preparar um sanduíche para mim? Eu respondi que o faria com prazer. Fui até o bufê, preparei com esmero um prato com sanduíche e salada e levei para ele.
Nossa anfitriã pediu licença e retirou-se enquanto ele pegava o prato de minha mão. Ele me olhou com lágrimas nos olhos e comentou: 'Você é a primeira pessoa em minha vida a quem posso pedir tranquilamente que me prepare sanduíche. se eu pedisse isso à minha ex mulher, ela teria me mandado preparar meu próprio sanduíche. Nenhuma mulher até hoje me ofereceu o que vc tem me dado.'
"Seu olhar lacrimejante fixou-se no meu, e fiquei desconcertada com o que ele parecia estar sentindo e pelo que senti em troca. Aquele foi o tipo de momento que me proprorcionou a convicção de que ele realmente me amava. Nosso relacionamento terminou porque ele era notadamente infiel, e nada que eu fizesse seria bastante para expulsar seus demônios.
"Anos mais tarde, muito tempo depois de nosso relacionamento ter terminado, almocei com a mulher que dera aquela festa. Reproduzo, a seguir, nosso diálogo:
- Existe algo que sempre quis lhe contar - disse ela -, mas eu me senti muito culpada.
- O que foi? - perguntei.
- Vc se lembra do Jack, o cara com quem vc estava saindo?
- Claro. O que tem ele?
- Fiz uma coisa da qual me arrependo. Tive um rápido caso com ele.
- Quando? - perguntei.
- Vc lembra daquela festa que eu dei?
- Com certeza.
- Ainda me lembro de quando Jack lhe pediu que preparasse um sanduíche para ele. Durante sua ausência, ele me disse que se sentia muito atraído por mim e perguntou se poderíamos nos encontrar. Estou tão arrependida - ela declarou. - Ele me disse que o relacionamento de vocês era praticamente platônico e que estava quase terminando. Não sei porque acreditei nele. Acho que me senti lisonjeada. Ele era um grande ator, mas não fui esperta o suficiente para entender o que estava acontecendo. Não existe desculpa para o que eu fiz, e sempre me senti culpada."
Suzana diz que ao ouvir essa história ficou literalmente de queixo caído.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ecologia Emocional - 7 princípios

• Autonomia Ajude-se primeiro, e os outros a ajudarão.
• Independência Não faça pelos outros aquilo que eles podem fazer por eles mesmos.
• Moralidade natural Não faça aos outros o que não quer que eles façam a você.
• Efeito boomerang O que você fizer aos outros voltará para você.
• Respeito Não espere que todos desejem o mesmo que você.
• Auto-aplicação É impossível doar o que você não pode dar a si mesma.
• Limpeza emocional Livre-se das relações que a impedem de crescer.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Psicopata

Há como saber se alguém que conhecemos é um psicopata? Nem sempre, mas há pistas. Os psicopatas com freqüência, convencem as pessoas com sua simpatia e seu arrependimento. Só o tempo consegue acabar com a ilusão.

Um estudo feito pelas Universidades de Carleton e Harvard chegaram à uma conclusão, de que quatro a cada 100 pessoas poderiam ser consideradas psicopatas.

Se isso for realmente verdade, se quatro em cada 100 pessoas não tem consciência de suas atitudes, é quase certo que algum dia possamos "esbarrar" com um psicopata. Esses mesmos estudiosos revelam sinais de alerta para que possamos identificar tais pessoas.

São eles: O SEDUTOR. Devemos ter cuidado com pessoas aparentemente charmosas, psicopatas em geral tem um brilho ou carisma que os tornam mais interessantes que os outros.
Eles são mais espontâneos, intensos, complexos e sexy do que a maioria, dificultando sua identificação e nos seduzindo facilmente.

Para fugir dessa armadilha,a sugestão é que desconfiemos das pessoas que elogiam os outros de maneira excessiva. Cuidado também com quem se faz de coitado,ou com aquela pessoa atraente que "apenas precisa de um lugar para passar a noite".Outro sinal vermelho:"Se alguém o faz se sentir feliz e logo depois muito triste sobre si mesmo,fique atento".

O MENTIROSO .Quanto mais você conhece um psicopata ,mais "as informações não batem".Num dia a pessoa diz que tem um chalé na montanha,no outro,uma casa na praia. Ele fala que ganha um ótimo salário,mas nunca conserta a janela quebrada do carro.
"É comum contarmos mentiras leves para nos proteger,mas os psicopatas mentem para sobreviver."Diz Adele Forth,psicologa da Universidade de Carleton."O principal",diz Forth,"é ouvir sua voz interior e sua intuição,que dizem quando algo está errado".

O que difere os normais dos psicopatas é que ,em sua maioria,as pessoas repensam o próprio comportamento quando se dão conta de que estão fazendo alguém sofrer,ao passo que os psicopatas ficam indiferentes ou até apreciam o sofrimento alheio.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Desligar-nos de quem amamos

E doloroso deixar aqueles a quem ainda amamos, porque o relacionamento nos faz muito mal, porque ele nos coloca num impasse que dura há muito tempo, porque estamos estragando a nossa vida, porque estamos perdendo a saúde, a energia e a junventude. Como conseguir suportar a separação e ficar bem? Pois todo problema reside aí. Rompemos e voltamos. Depois recomeçamos indefinidamente. E cada ruptura, mesmo quando falsa, é extenuante.
Certos homens e mulheres têm sobre nós um efeito similar ao das drogas. Com eles, só há uma solução: CORTAR RELAÇÕES. Deixar de vê-los, de falar com eles. Seu carinho, seu corpo, seu olhar nos enfeitiçãm e suas palavras nos manipulam . Devemos viver sem eles. Já o fizemos antes não é? Temos que ter uma vontade ferrea e uma especie de dieta desintoxicante, nada de celular, nunca mais responder ao telefone diretamente, e-mails, evitar os lugares que possam lhes trazer boas e más lembraças e passar longe da casa dele, tirar todas as fotos das paredes. Guardar as cartas numa caixa, bem no fundo do armário, Não mais ver os amigos em comuns. Proibir a todos que lhe falem dele. Naturalmente vc pensara menos nele, cada vez menos, não fica mais remoendo seus encontros, supondo que ele não ligou por essa ou aquela razão, nem mesmo tentando compreender quem ele realmente é, vai afastando-o do caminho, de maneira firme e decidida.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Palavras podem magoar você...

Nós estávamos numa lanchonete perto de casa. Eu observei uma família com duas crianças na mesa próxima á nossa. As crianças eram bem comportadas e pareciam tranqüilas. Repentinamente, durante meu lanche, eu ouvi uma voz irritada vinda daquela mesa. A mãe encarava fixamente seu pequeno garoto e dizia com voz irritada e estridente: “ O que você quer dizer quando diz que não sabe o que é um tomate? Todo mundo sabe o que é um tomate!” Aquela comentário da mãe parecia estranho e por isso chamou minha atenção.O pequeno garoto humildemente e docemente repetia: “ Eu esqueci o que é.”A mãe atacou-o verbalmente outra vez. “ Você sabe o que é um tomate. Você tem seis anos de idade. A sua irmã sabe o que é um tomate e ela, só tem três anos. O que acontece com você!?”A mãe então se volta para a menina e diz com doçura, ” Diga para seu irmão o que é um tomate e assim, quem sabe, ele possa lembrar-se!” A garota de três anos tentou resmungar qualquer coisa mas nenhuma palavra foi emitida enquanto a mãe continuava a cutucar seu filho. O pequeno garoto estava em lágrimas. Ele baixou sua cabeça e permaneceu quieto. Seu pai finalmente interveio e acalmou o menino. Perguntou se ele lembrava-se de que cor eram os tomates. O garoto levantou a cabeça e seu pai disse: “ Os tomates são vermelhos e você os come com os hambúrgueres”. O pequeno garoto olhou para seu pai e disse aliviado: “ Ah agora eu me lembro. Eu não estava me lembrando disso”.Durante a infância nós aprendemos uma rima, “ Paus e pedras podem quebra meus osso mas, as palavras, não vão mais me ferir”. A verdade é que as palavras quebram nossos corações, e eles tem muito mais dificuldade de sarar do que os ossos. Porque será que aquela mãe tinha que humilhar seu filho pequeno? Essa é uma questão importante para mim. Há uma grande quantidade de frutas e vegetais. Será que é tão criminoso assim esquecer a cor do tomate? Porque seu pai deixou que a mãe fizesse isso? Ele só interveio depois que o garoto estava muito machucado e humilhado. Talvez ele tenha sido usado de maneira manipuladora por sua esposa. Ela parecia ser boa nisso. Olhei para aquela família e fiquei pensando sobre o futuro daquelas crianças: Uma mãe que humilha suas crianças publicamente sem nenhuma boa razão, um pai que está por perto mas permite que seus filhos sejam humilhados, um garoto que iniciará a escola, convencido por sua própria mãe que ele é estúpido e uma menina que conhece a mãe e sabe que ela gosta mais dela do que do irmão. Com esse quadro, podemos ver os problemas se aproximando. Talvez a mãe tenha sido criada numa família onde este tipo de coisa (ou outras piores) era aceitáveis. Mas, até mesmo se ela foi criada assim, sei que ela não deve ter gostado. Então eu fiquei pensando: Será que ela não "sabe o que está fazendo? Será que ela não percebe quanta dor está causando a seu filho? " A regra parece ser, "Trate os outros do modo que você quer ser tratado a menos que você esteja tratando com uma criança, ai então, pode fazer o que quiser." Isto não está correto. Nós temos que tratar as crianças com o mesmo respeito e dignidade que nós queremos para nós. Ninguém ( nem mesmo as crianças) querem ser humilhadas. Isso pode nos ajudar a lembrar do que você sentia quando era criança. Se você se lembra de algo que lhe causou dor, não faça o mesmo com suas crianças. Ache um modo diferente de se relacionar com elas. Procure ajuda se necessário for, mas não as deixe sofrer dores. Depois que nós saímos do restaurante, meu filho perguntou qual era o problema com aquela mulher? Ela é louca? Coisa boba preocupar-se com tomates! " Infelizmente, coisas como essas, acontecem durante todo o tempo em supermercados, restaurantes, centros comerciais e seja lá onde for que aconteça, é sempre muito doloroso. Aquela foi uma experiência triste, principalmente para um garoto ainda muito jovem que, simplesmente, não pôde se lembrar de " um tomate".

Mandamento dos Psicopatas

1- Zelais apenas pelos vossos interesses;
2- Não Honrreis a mais ninguém além de vós;
3- Fazei o mal, mas fingir fazer o bem;
4- Cobiçai e procurai fazer tudo o que puderes;
5- Sede miseráveis;
6- Sede Brutais;
7- Lograi o próximo toda vez que puderes;
8- Matai vosso inimigos, se não fisicamente, emocionalmente;
9- Usai a força e a intimidação em vez da bondades ao tratardes com o próximo;
10- Pensai exclusivamente na guerra e ganhai sempre.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Mengidos de Amor

Os mendigos de afeto estão pelas ruas, e andam tão carentes do pão "amor", que se entregam a paixões duvídosas, entregam coração e alma na mão de quem souber oferecer, palavras doces, abraços afetuosos e elogios, mesmo que sejam mentiras, mas que sejam mentiras adocicadas.
Como quem tem sede no deserto, aceitam beber de qualquer água, e vêem coisas que só eles mesmo vêem, verdadeiras miragens que enganam os olhos e o coração.
Os mendigos de afeto não conseguem enxergar além da emoção, e vão aceitando relacionamentos cada vez mais estranhos, aceitando migalhas do banquete, restos de amor que caem pelo chão, desculpas esfarrapadas, violência gratuita, trapaças, humilhações, enganos e desenganos e sofrem, mas se confortam com o pouco... Até que a dor se torna tão forte, que acordam, saem do relacionamento de esmola e se trancam, juram nunca mais entregarem-se ao amor, que pensam ter vivido, quando na verdade, nem o conheceram, recolheram apenas as sobras de afeto, que aceitaram pela "fome" de atenção.
Mesmo o mais miserável dos mendigos merece respeito, e muitas pessoas não andam se respeitando, aceitando qualquer moeda, qualquer palavra falsa, desde que preencha o buraco enorme que alimentam na alma, buraco da solidão, da falta de auto-estima, falta de crenças verdadeiras, de objetivos na vida.
Preencha-se primeiro!
Busque um encontro verdadeiro com o seu "eu", descubra o que realmente te faz feliz, para quem alguém possa se aproximar e ao invés de migalhas, possa te oferecer um jantar com luz de velas e música, um banquete completo, com tudo o que você sempre sonhou , do tamanho exagerado da felicidade que você merece, apenas completando o que já tem de sobra: amor!

http://meunamoradopsicopata.wordpress.com

Enquanto eu não tenho uma listagem "formatada" segue uma dica que tem bastante material para estudos. http://meunamoradopsicopata.wordpress.com
Eu frequentei e frequento "adoro", a autora do blog é muito boa, Maria, pesquisadora de mão cheia, o material é rico, tem varios depoimentos que nos ajudam bastante. Confiram vocês vão gostar.